Relato: Serra do Tabuleiro com amigos

Salve, salve!

No começo de fevereiro fiz uma viagem-acampamento para a Serra do Tabuleiro, aqui perto de Florianópolis. Além de ser muito agradável pelas companhias, foi minha primeira experiência com os equipamentos de bikepacking da Aresta. A meu pedido, o Juliano Goularti, um dos participantes da viagem escreveu o relato abaixo. Sobre os equipamentos eu devo fazer uma avaliação avaliação em breve!

Tomando como ponto de partida a “ponte do jacaré”, em Florianópolis, com um pequeno atraso, iniciamos nosso pedal às 7h25min. Com tempo favorável, seguimos em direção ao nosso ponto de chegada: região do Tabuleiro. Num ritmo leve, uns com carga relativa de peso, outros sem nada e outros a bike parecia um bitrem, seriam 4h30min de pedal, isso sem intervalos para descanso e lanche.

Com um percurso de 64 km, 885m de elevação acumulada e 412 de elevação máxima, os primeiros 44 km foram relativamente tranquilos. Relativamente porque a parte de pedalar as margens da BR-101 e BR-282 requer uma atenção mais que redobrada em função do trânsito pesado. Este trecho, principalmente, na parte de Santo Amaro da Imperatriz, é muito chato, tedioso e, principalmente, perigoso.

 

Num ritmo de passeio, a primeira parada foi num posto de combustível logo depois do centro histórico de São José. Hidratamos-nos e repomos as calorias. Claro, não poderíamos deixar de beber Pureza! Repostas as energias, seguimos nosso pedal. Ao completarmos 44 km, antes de encarar a dignidade da subida, paramos novamente para repor as energias e papear um pouco. Não faltou Pureza!

Alimentados, subimos na bike e cruzamos a ponte sobre o Rio Cubatão. À nossa frente estava ele, o Tabuleiro. Faltando 20 km ao nosso destino (19 km de estrada de chão) este seria o trecho mais difícil, pelas condições do terreno, peso dos equipamentos e pela subida íngreme. O sol e a umidade estavam nos aguardando para surrar. Mas a vista da paisagem e o contato direto com a natureza recompensavam. Havia muitas árvores frutíferas às margens da estrada, como goiaba (branca e vermelha), araçá (amarelo e vermelho), morango silvestre e limão. Desfrutamos-nos de todas.

Após 14 km de subida forte, paramos para um banho de rio. Mas antes de chegar ao rio, ocorreu o primeiro incidente, um pneu furado. Nada de mais, concertado, seguimos adiante. Nas margens da água corrente do rio, aproveitamos a oportunidade para fazer um café e comer uns pãezinhos. Passados 1h, seguimos viagem. Faltavam apenas 7 km, de subida forte, terreno irregular e alguns rock garden. Nos últimos 500 metros, boa parte foi empurrando devido à irregularidade do terreno. Às 15h30min chegamos ao nosso destino.

Chegando ao nosso objetivo, levantamos acampamento. Não foi possível fazer uma fogueira, as madeiras estavam muito úmidas. Ao redor das pedras que seriam utilizadam para a fogueira nos reunimos para fazer a comida. Macarrão integral, brócolis, molho branco, linguiça e salame colonial estavam no cardápio. Miojo é para os fracos. Não faltou aquela cachaça artesanal. Mas faltou vinho! “Eu quero um gole de vinho, acabou!” Ao que consta, duas garrafas de vinho estavam garantidas. Mas apenas 500 ml de foram levados. Baita Fake News! Sem fogueira (madeira úmida) e sem vinho (mi mi mi). Mesmo assim, ao redor da comida, rimos muito e apreciamos o Tabuleiro. 19h30min já estávamos postos em nossas barracas, ao som da sinfonia dos grilos e sapos, esperando o sono.

A noite foi agradável. A chuva fraca não foi empecilho. Pelo contrário, os pingos de chuvas sobre o teto da barraca torna a situação mais romântica. Magistral do acampamento selvagem é o rush da floresta, isto é, perceber que depois das 4h da manhã o som da floresta começa a mudar. O som dos animais noturnos começa a dar lugar ao som dos animais diurnos. Pela manhã, tomamos um café reforçado, ajustamos os equipamentos, fizemos algumas fotografias e levantamos acampamento em direção à Florianópolis. Alimentados e com o local limpo, próximo das 10h, montamos em nossas bikes para descer a dignidade da subida, mas sem antes subir alguns metros.

Nos primeiros quilômetros da volta, um novo incidente, pneu furado. Nada demais, concertado seguimos adiante até uma padaria na região de Santo Amaro da Imperatriz. Pausa para o lanche. Passados 1h, tocamos o pedal. Oos últimos 40 km, 20 km foram de chuva torrencial, transito pesado, acostamento alagado e pista escorregadia. Faltando 30 km para nosso chegarmos nosso destino, mais um pneu furado. Concertamos de baixo de uma chuva forte e seguimos viagem em fila indiana.

 

Ao final de dois dias de cicloviagem, foram três pneus furados, sem nenhum incidente mecânico, 128 km pedalados e 1.366 de altimetria acumulada (equivalente à subida da Serra do Rio do Rastro, com seus 1.421m). O que ficou pedal foi o reforço do laço de amizade é a certeza de um novo cicloturismo, a Serra da Garganta, Anitápolis.

Juliano Goularti.

Uma opinião sobre “Relato: Serra do Tabuleiro com amigos

  • março 26, 2018 em 09:50
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    Obrigada pela parceria e maravilhosa experiência!

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