O fetiche pela marca

Estava pensando em retomar os posts com alguns comentários sobre o delicioso pedal de ontem no sul da ilha. Mas outra coisa me chamou atenção. Como estou com bike nova, tenho feito alguns ajustes para que ela fique mais ao meu gosto. Coloquei uma bolsa sob o banco, troquei o pedal para um que possa ser usado com ou sem taquinho e encomendei um selim novo, para suportar várias horas sem dor.
Neste espírito, andei sentindo falta de marchas em subidas e descidas. Quando comprei, não imaginava que voltar de 24 para 21 marchas seria tão sentido. Como entendo muito pouco de mecânica de bicicleta, postei em um forum de ciclistas a minha dúvida de como fazer a mudança. Queria saber o que deveria ser trocado. Dicas de economia e tals. Mas isto foi o que menos tive como resposta. A primeira resposta:

“Quer um conselho? Troque para 27v de uma vez. Tua bike vai ficar mais atualizada.”

E vieram várias outras neste sentido. Então resolvi conferir. Fui atrás de preços e fiz as contas: para ir para 24 marchas gastaria em torno de R$ 250. Para chegar as 27 teria que desembolsar por volta de R$ 600.

Mas que diabos, se a mudança de R$ 250 me resolve, pra que diabos gastar R$ 600? Para mostrar aos bobos? Não sou, nem pretendo me tornar atleta. Para eles, um quadro de carbono, freios a disco e grupos top de linha fazem diferença no desempenho e podem render uma vitória. E que bom que eles têm patrocinadores.

Mas, e para que não está nessa e só quer pedalar com algo que funcione?

Pior que este raciocínio está de tal formas impregnado no setor que as vezes me deixo deixo levar. Aí o negócio é pensar:

Se pedalo há mais de 20 anos com estes equipamentos simples, não é agora que farão falta…

Como diz o Pereira, famoso Raul seixas da UFSC, isso é fetiche pela marca.

4 opiniões sobre “O fetiche pela marca

  • março 12, 2010 em 11:29
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    HAhaHAhaHA!
    Tá certo cara!
    Mas para quem é atleta e amante no esporte, com certeza prefere o melhor para a sua magrela!

    • março 14, 2010 em 19:25
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      Sim, mas dai tem uma finalidade: melhorar o desempenho para competição.

  • junho 9, 2010 em 12:48
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    Para não dizer outra coisa, eu acho frescura. Vamos exercitar as pernas e economizar dinheiro, afinal qual é o objetivo de andar de bicicleta? hehe

    Ainda quero ter uma fixed gear. Parece loucura, mas a filosofia é de ciclista e bike serem um só e o ato de andar de bike ser algo natural, como caminhar, sem ter que pensar em trocar de marcha, freiar no manete, etc.

    • junho 9, 2010 em 17:28
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      Bem por aí. Esquecem que 90% do pedal é com o ciclista…
      No Audax 200, em março, o convidado especial fez toda a prova com uma single speed com freio contra pedal. Linda bike!

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