Conforto ao pedalar por horas

Uma parte pouco falada das viagens de bike são as dores experimentadas pelos ciclistas. Porém, conversando aqui e ali ouvimos diversos casos de dores nas costas, nos punhos, no pescoço e nos joelhos. Na maioria das vezes estes desconfortos são vistos como “consequências naturais” do exercício prolongado, da idade avançada ou mesmo de problemas genéticos do ciclista.

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Eu mesmo já sofri com dores nas costas e na nuca por muito tempo. Já gastei um bom dinheiro com mesas, guidons e selins, tentando adaptar minha bicicleta às teorias que eu lia sobre a posição correta para pedalar. E o pior, sem resultados efetivos. Já tinha ouvido falar em bike fit, mas achava que seria um desperdício de dinheiro. Afinal, eu já “sabia” toda a teoria e tinha também experimentado um dos muitos bike fit virtuais que se encontra na internet.

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Mas, como iria enfrentar uma viagem dura pela frente, resolvi tomar coragem e buscar ajuda de um profissional. A diferença eu já percebi no começo, ao ter analisado, além das minhas medidas, o meu alongamento. Também me foi perguntado sobre dores, desconfortos e o meu objetivo ao pedalar, se era desempenho, passeio ou cicloturismo. Só depois partimos para a análise da geometria da bicicleta, que deve se adaptar às questões levantadas na primeira parte. Confira todas as etapas do bike fit.

Segundo Júlio Fernandes, do Bike Fit Floripa, entre os benefício esperados estão a redução das dores articulares e musculares e o melhor aproveitamento da força, potência e resistência muscular aplicada na pedalada.

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Júlio Fernandes

E assim foi. Descobri que o selim novo, comprado há pouco mais de um mês, não era uma boa para mim. Acabei voltando para um que estava em outra bike. Descobri também que nem sempre é bom prender o taquinho da sapatilha sob junção dos metatarsos com as falanges e acabamos deslocando o apoio do pedal um pouco em direção ao meio do pé. Foi alterada também a altura e a inclinação do guidão, o recuo do selim e a inclinação do bar-end. Tudo isso com um grande teste em alguns dias: o Circuito das Araucárias com a bike carregada.

A proximidade do desafio não permitiu que eu fizesse uma etapa fundamental do processo antes da viagem: o ajuste fino posterior. “Após o bike fit, o ciclista pedala por alguns dias e caso necessário é realizado ajustes finos para uma perfeita harmonia entre o ciclista e a bicicleta”, destaca Fernandes.

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Foto: Antônio Heil

O resultado? As mudanças permitiram que eu me concentrasse no visual, na navegação e em outras coisas bacanas. Meu joelho direito, que já me impediu de concluir uma viagem de quatro dias devido a sua inflamação, aguentou os sete dias de pedalada sem se manifestar. Com a mesma bicicleta. Enfim, recomendo fortemente que se faça um bike fit de preferência mesmo antes de comprar sua nova bicicleta. Evita dores e desperdício de dinheiro, além de aumentar o prazer da cicloviagem.

Serviço:
Bike Fit Floripa
(48) 9955-8709

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