Galeria: Via Claudia Augusta

Galeria: Via Claudia Augusta

A viagem foi maravilhosa, mas acabou. E a minha previsão de fazer posts diários foi atropelada duas vezes: pelo ritmo intenso da viagem, que permitia no máximo a escolha de algumas fotos para publicação no Flickr, e também pela minha volta ao trabalho. Assim, muito da emoção e dos detalhes da viagem ficou em algum canto não tão acessível da memória. Para registrar um pouco mais do que foi esta viagem, e dar sequencia nos trabalhos do blog, aí vai uma galeria com algumas das minhas fotos preferidas da Via Claudia Augusta. Aqui no Flickr tem uma coleção bem maior.

O lugar mais bonito que já conheci

O lugar mais bonito que já conheci

Reschenpass, o lugar mais bonito que conheci. Saindo de Nauders (Austria), após uns dois quilômetros de subida por ciclovias rodeadas de campos, se chega ao lago Resia, que divide a Austria da Itália. Com a neve dos picos ao redor e o sol forte no céu, esta foi mais uma pedalada de sonho. Na continuação, meio sem esperar, começamos a descer muito rápido. Ainda pela ciclovias, chegamos a atingir 70 km/h.

Mas, e ainda bem que tem o mas, entramos em Burgusio (Itália), onde uma banda animava a praça com músicas típicas. Do outro lado, os cidadãos vendiam comidas típicas, cerveja e vinho. Foi hora de um pão com linguiça a uma cerveja Weiss. Agradabilíssimo, mas ficamos pouco, pois ainda faltavam 35 quilômetros. Mas…. era tudo em descida. Bastava manter o pedal girando e a velocidade se mantinha perto dos 25 km/h. E assim se passaram estes mais de 30 quilômetros, entre macieiras e ao som de boa música no iPod.

Em Silandro, banho rápido e varal para estender a roupa. Depois, um pequeno giro pela cidade, já ouvindo aqui e alí um pouco do idioma italiano. Que coisa boa, parece que estamos mais em casa.

Amanhã serão mais 72 km, mas sempre morro abaixo. O iPod já está no ponto, mas, antes, mais uma taça de vinho, que é para embalar o sono.

Como sempre, tem mais, muito mais, fotos no Flickr.

Pedalando por um cartão postal

Pedalando por um cartão postal

Pedalar no pé dos Alpes dá nisso. A cada 100 metros tem que parar para tirar uma foto. E assim, apenas 36 km foram percorridos em quase quatro horas. A quase totalidade do trajeto é de ciclovias asfaltadas, que passam por fazendas de campos verdes e, por vezes, são cortadas por florestas de pinheiros. Ao fundo, cada vez mais próxima, a impressionante parede dos Alpes. Além da paisagem, foi dia do grupo se reagrupar e interagir mais, com bons papos durante o passeio. Entre 17 pessoas, sempre há aquela que você quase não conhece, mas rende um papo bom em um cenário como o de hoje.

Chegando em Füssen, e sem poder fazer o check-in, o negócio foi conhecer o castelo que inspirou Walt Disney na criação do castelo da Cinderela, o Neuschwanstein. Apesar do esquema aqui da cidade ser de turismo em massa, com japoneses e americanos fotografando e comendo compulsivamente, foi legal conhecer o castelo. Ele fica no alto de uma montanha de pedra, onde chegamos após 20 minutos de caminhada. Além do castelo, com seu impressionante tamanho, valeu pela vista lá de cima. De um lado a planície do sul da Alemanha e de outro os impressionantes paredões dos Alpes. Na descida, como já está ficando comum, cerveja Weiss e pão com com salsicha (espécie de linguiça condimentada).

Feito o check-in, confirmo que estamos em uma região bem turística, com o hotel mais caro até agora. No entanto, não é nada impagável e a tarifa se torna mais agradável com a banheira no quarto e a piscina aquecida. Então, hora de relaxar.

Como sempre, tem mais fotos no Flickr.

Até amanhã, quando já devemos estar na Austria.

Dia de embarque

Mais de um ano após a descoberta da existência da Via Claudia Augusta, embarco hoje com bons amigos para Munique. Em dois dias começo a pedalar, tendo Veneza como destino final. Se tudo correr como planejado, serão cerca de 700 km percorridos em 11 dias, passando pelos Alpes.

Mais ou menos isso

Foto: Sampa Bikers
Foto: Sampa Bikers

Nas últimas semanas, muita expectativa e uma mudança. Após dois anos com a minha 29er, finalmente consegui uma configuração que não me canse a mão em longas pedaladas. A solução foi ridícula de simples, bastou transplantar o conjunto de mesa/guidão da sempre confortável Merida para ela. Com a subida da posição, o conforto já melhorou. Para ficar perfeito, busquei uma mesa igualmente alta, mas mais curta. E ela ficou assim. Deliciosa.

Com bolsa de guidão, em versão alien

Já embalada. Que a nossa senhora da bagagem encontrada lhe proteja nos aeroportos

Ontem, pra ter certeza que volto, almocei algo que só tem por aqui e é uma delícia

E era isto. Estou levando máquina fotográfica / filmadora e pretendo postar aqui e no Facebook o que de mais legal acontecer por lá. Mas este não é o foco. A ideia é me “preocupar” com o passeio em si, com as paisagens, as pessoas e os vinhos.

Auf Wiedersehen!

Bicicleta pronta

Após revisões, adaptações e ajustes, a Merida está pronta para me levar pelos caminhos da Via Claudia Augusta. Consegui realinhar guidão e manoplas, que, em conjunto com o selim sob medida, deixaram ela muito confortável para longas horas de pedalada. O primeiro teste foi hoje, em um pedal de passeio com a turma do Olavo. Faltam  29 dias para o embarque.

Ela voltou

Após ficar sozinha em Floripa por um ano e meio, com apenas duas utilizações, a Merida está de volta comigo. Trouxe a bike na qual sinto mais conforto ao pedalar para prepará-la para fazer a Via Claudia Augusta. Foi também a estreia do mala bike que acabei de comprar na Decathlon. Ô coisinha complicada. A absoluta falta de manual também não ajuda. De qualquer forma, a bicicleta chegou em Congonhas (quase) sem arrranhões. Com algumas mudanças que pensei, deve se tornar um jeito confiável de levar bikes a qualquer lugar.

Quanto à Merida, É uma bicicleta básica, com freio v-brake e 24 marchas, mas precisa, confortável e confiável. Já completei os 200 km do Audax com ela e tem tudo para ser minha parceira na Alemanha. Se bem que estou pensando em uma alteração na 29er que pode deixa-la mais confortável. Vamos ver.

Agora são quatro bikes aqui comigo.

Começa a preparação para a Via Claudia Augusta

Passagem comprada, agora não tem mais o que ficar refletindo ou analisando. Em 07 de setembro, estarei em Munique para começar a Via Claudia Augusta. Se tudo der certo, no dia 20 chego em Veneza. Providências burocráticas e de equipamento a parte, para tudo dar certo tenho que recuperar o bom condicionamento. E foi isso que começou neste feriado de sol em São Paulo. Foram 40 km com o pessoal da Vila/Olavo em um trajeto bem plano, mas bom para tirar um pouco da ferrugem de quem  tem usado demais a bicicleta elétrica. A partir de agora, o negócio é caprichar nestes pedais de domingo, buscando aumentar a quilometragem, e, com a chegada do frio, voltar a usar a bicicleta normal para ir ao trabalho. Independentemente de qualquer dificuldade ou desafio menor que apareça, é muito bom estar de volta aos pedais de passeio e com um objetivo tão especial!