Retrospectivas e perspectivas

Retrospectivas e perspectivas

Quando comecei no jornalismo aprendi que o ambiente físico da redação era chamado de cozinha. Lá as pautas eram preparadas, as coberturas eram estruturadas e os textos, revisados. Pois foi onde o Pedal Nativo mais aconteceu neste ano. Houve um intenso trabalho de bastidores, com projetos e conquistas importantes, mas que não foi muito visível para quem lê o blog. Para dividir com vocês um pouco do trabalho, publicado e não publicado, segue um pequeno e prazeiroso resumo.

Exposição “Vivendo Histórias com a Bicicleta”

(Foto: Fábio Eduardo Silva / Clube de Cicloturismo do Brasil)
(Foto: Fábio Eduardo Silva / Clube de Cicloturismo do Brasil)

O que era um sonho distante se tornou realidade. Com incentivo da minha noiva, Letícia, fui à procura de lugares bacanas para expor fotos de cicloviagens, buscando difundir e estimular o tema. Foram fechados acertos com dois locais, o supermercado Angeloni, em sua unidade Beiramar, e a bicicletaria Garupa. Em cima da hora, a Fiesc, através de seu projeto Indústria e Cultura, apoiou a exposição com a impressão das fotos e a confecção dos cavaletes. O retorno foi muito legal, com mais de 50 mensagens no livro de visitantes. Comentários como”depois das pernas livres, as rodas das bicicletas são as melhores amigas da saúde do homem”, “se todos tivéssemos o mesmo espírito esportivo de vocês com certeza o mundo seria muito melhor” e “que o mundo continue dando voltas para a gente continuar dando nossas voltas também” foram gratas satisfações.

Para quem não pôde visitar as montagens, as fotos da exposição “Vivendo Histórias com a Bicicleta” podem ser conferidas online.

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Novo roteiro – Tabuleiro 360 graus

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Não foi apenas uma viagem. O contorno da Serra do Tabuleiro foi a realização de um roteiro há muito imaginado. Esta cadeia de montanhas é um verdadeiro santuário muito próximo de Florianópolis. É cercada por simpáticos municípios, da litorânea Garopaba à alemã São Bonifácio. O relato da viagem inaugural do “Tabuleiro 360 Graus” está neste post, com informações para quem quiser percorrer o trajeto.

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Instagram – @pedalnativo

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Inspirado pelas 200 fotos da primeira seleção para a exposição “Vivendo Histórias com a Bicicleta”, decidi criar o perfil do Pedal Nativo no Instagram. É uma forma bacana de destacar as 188 fotos que ficaram de fora da seleção final e outras novas que virão. Em pouco mais de um mês, já são mais de 120 seguidores e 35 posts. Uma das imagens mais curtidas até agora é esta acima, durante um deslocamento de trem na Itália.

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Parcerias

Logo-e1405832116905Logo no começo do ano fechamos nossa participação na Rede de Blogs Outdoor, um grupo de páginas com temática parecida e muita energia para buscar mais espaço e conhecimento. O primeiro resultado visível foi a viagem para o Refúgio Kalapalo, mas além disso rede tem sido importante para troca de idéias e aprendizado.

Logo-Clube_site_4No segundo semestre nos tornamos parceiros dos maiores especialistas em cicloviagem no Brasil, o Clube de Cicloturismo do Brasil. Um grupo de pessoas com conteúdo,  que realiza eventos como o Encontro Nacional de Cicloturismo e esteve envolvido com a criação de quase todos os roteiros lançados no Brasil. Esta parceria se soma ao meu voluntariado junto ao clube e teve como primeiro resultado a publicação conjunta da reportagem sobre o primeiro encontro catarinense de circuitos de cicloturismo.

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2016

E para o próximo ano? Vários projetos já estão em andamento. Vai aí um resumo: teremos uma nova e impactante marca, feita em parceria com o Miguel Etges, do @pedalamais, iniciaremos uma série de depoimentos em vídeo de viajantes, já gravados com Guilherme Cavallari e Nelson Neto, participaremos das comemorações dos 10 anos do circuito Vale Europeu, o pioneiro do Brasil, e lançaremos o primeiro produto Pedal Nativo, feito com carinho para quem gosta de viajar.

Vai aí um aperitivo da série de depoimentos.

Gostou? Nós também. Um grande abraço e um ótimo 2016 para todos nós!

Circuitos de SC buscam integração para crescer

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Evento foi realizado em Itajaí. (Foto: Fábio Almeida)

A conexão de roteiros e a divulgação integrada foram alguns dos principais temas debatidos durante o primeiro Seminário Catarinense de Circuitos de Cicloturismo. O evento foi realizado nesta quinta-feira (26) em Itajaí (SC) e contou com representantes dos circuitos Costa Verde & Mar, Araucárias, Vale Europeu e Dona Francisca, além da União de Ciclistas do Brasil, do Clube de Cicloturismo do Brasil e da empresa Caminhos do Sertão Cicloturismo.

“A atividade vem crescendo de maneira muito forte no Estado, mas nós sentimos que atingimos um limite. E para superarmos este limite, vamos precisar de dois tipos de integração. A primeira é a integração das gestões, da administração dos circuitos, e a segunda é a integração física, criando um grande roteiro de cicloturismo, que contemple todos os circuitos do Estado, de forma organizada e com fácil acesso”, defendeu Carlos Beppler, do circuito Costa Verde & Mar.

Para Jonatha Jünge, sócio da Caminhos do Sertão Cicloturismo, o mercado cresceu e se profissionalizou muito desde a fundação da empresa, em 2004. Ele acredita que o caminho para que os circuitos continuem crescendo passa pela melhor capacitação da oferta do serviço local. Isso permitiria ao ciclista não-autonomo contratar serviços diretamente nas localidades por onde passa o roteiro, fortalecendo a economia regional.

Entre os encaminhamentos do encontro estão a criação de um site com informações de todos os roteiros, a padronização da sinalização dos circuitos e o contato com a Secretaria de Estado do Turismo e o Ministério do Turismo solicitando apoio para capacitações e desenvolvimento de políticas de apoio ao modal. Como exemplo de integração, foi lembrado pelos participantes o caso da Suíça, que oferece em seu site oficial de turismo informações sobre 9.000 Km de roteiros de cicloturismo, com grande estrutura de atendimento local.

Rodrigo Telles, do Clube de Cicloturismo do Brasil, lembrou que o pioneirismo de Santa Catarina na estruturação de roteiros, com o lançamento do Circuito Vale Europeu em 2006, só foi possível devido a criação de consórcios entre as cidades. “Os municípios perceberam que é muito mais fácil atrair turistas para a região do que ficar disputando com o município ao lado”, afirmou o diretor da entidade que foi a responsável técnica pela criação dos quatro circuitos representados no evento.

Na opinião de André Geraldo Soares, da União de Ciclistas do Brasil, a melhoria da infraestrutura de mobilidade urbana pode facilitar o desenvolvimento do cicloturismo de duas formas: integrando os centros das cidades aos roteiros, o que amplia a variedade de atrações, e criando uma nova geração de ciclistas, o que se refletirá no número de futuros cicloturistas.

Durante o evento foi apresentada ainda a Liga Independente de Cicloturismo, que une grupos de ciclistas das cidades de Caçador, Campos Novos, Capinzal, Concórdia, Curitibanos, Fraiburgo, Herval do Oeste, Joaçaba, Lages, Luzerna, Ouro, Treze Tílias e Videira. A entidade tem um calendário anual com eventos em todos os municípios, chegando a reunir centenas de ciclistas em um fim de semana. 

O seminário foi promovido pelo Instituto Federal Catarinense, em parceria com a Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú e Camboriú. Além dos participantes do evento, Santa Catarina conta ainda com os circuitos Acolhida na Colônia e Caminhos do Alto Vale.

Fotos: Fábio Almeida

RELATO: Vale Europeu, a parte baixa

RELATO: Vale Europeu, a parte baixa

A grama do vizinho é sempre mais verde. É uma afirmação surrada, mas que cai bem para o fato de, morando em Florianópolis desde a inauguração do Circuito Vale Europeu, nunca ter pedalado por lá. Bom, com o incentivo da Letícia, que falou que iria nem que fosse pra acampar no mato, decidimos que neste carnaval participaríamos do Velotur.

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É a Alemanha no Brasil

O evento é promovido pelo Clube de Cicloturismo do Brasil e pretende divulgar o circuito e incentivar a prática da viagem autônoma. Como sabia que era complicado de conseguir vaga nas pousadas, fizemos nossas reservas já no começo de dezembro. E mesmo assim tivemos dificuldade para conseguir pouso em Pomerode.

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Arthur e o seu Rebobike puxando a fila

Mas quis o destino que a Letícia não realizasse seu sonho desta vez. Algumas semanas antes do carnaval ela teve uma série se complicações na coluna que a impossibilitaram de seguir pedalando. Mesmo assim, se empolgou e foi pra lá comigo, se deslocando de carro e curtindo a região.

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Farol a carbureto. Praticamente um fósforo perto das potentes lâmpadas de LED atuais.

Partimos na manhã de sábado para Timbó, de onde os viajantes partiriam na manhã seguinte. Naquela tarde a organização realizou uma feirinha com duas lojas de bicicleta, incluindo o grande Garupa, daqui de Floripa, uma exposição de bikes antigas, e palestras sobre viagens.

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Os dias seguintes seriam de pedal em estradas de terra, com pouco movimento e algumas subidinhas pra divertir. Não é uma região de natureza exuberante, esta é a da parte alta. Mas este início do roteiro chama a atenção pela arquitetura Enxaimel, presente nas cidades e na zona rural, pelas ruas muito bem cuidadas e pela culinária caprichada. Fizemos Timbó > Pomerode, Pomerode > Indaial e Indaial > Rodeio em trechos diários curtos, com 43 km, 40 km e 28km.

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O evento seguiu na tarde de terça para a parte alta do circuito, que os participantes percorreriam até o fim da semana. Como volto a trabalhar nesta quarta, encerrei os pedais em Rodeio, ficando com o caderninho de carimbos pela metade, louco pra preencher em breve. Parabéns mais uma vez ao pessoal do clube (Rodrigo, Eliana, FES e Eduardo), pelo belo trabalho de preparação e  realização do Velotur. É muito bacana ver gente que nunca viajou de bicicleta de forma autônoma experimentando e gostando da brincadeira.

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Rodrigo e Eduardo, do clube, se deslocando entre os PCs
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Eliane e Rodrigo conferindo os nomes dos que faltavam passar

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Fim da pedalada no primeiro dia
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Choperia da Schornstein, em Pomerode
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Como diz a Letícia: Como beber outras cervejas depois de tomar este chope weiss?

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Experimentamos outros chopes também. Mas o de trigo…
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Outro ótimo produto de Pomerode
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Começando bem o segundo dia

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Neste dia eu não estava muito pra fotografar. Fui o último a passar pelo PC1 e o primeiro do PC3. rsrsrs

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Arthur pai e Arthur filho. Belo exemplo!

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Tá guardado pra continuar de onde parou!