A volta da Lê

A volta da Lê

Salve, salve!

Após mais de um ano de tratamento para uma insistente lesão nas costas, a Letícia me acompanhou na viagem deste fim de semana. Foi e voltou em um trajeto exigente, com a bicicleta carregada de bagagens. “Estamos de volta”, lembrou algumas vezes pelo caminho. Eu, não poderia ser diferente, respondi com sorrisos. Afinal, nós bem sabemos o quanto ela sentiu por me ver saindo para várias destas sem poder me acompanhar. Mas era preciso, pois o processo de recuperação e fortalecimento dela estava construindo as bases para um corpo mais estável e ainda mais forte.

Foram várias sessões de fisioterapia, de acupuntura e de musculação com os profissionais da Uno Clínica Integrativa e com a nossa educadora física, a Suzana Ulbricht. Sabemos que ainda há muito trabalho pela frente até estarmos prontos para encarar os Pirineus em 2018. Estamos na metade do caminho. Mas é muito bom tê-la de volta às viagens.

 

Dica: rolo de massagem muscular

Dica: rolo de massagem muscular

Salve, salve!

Como parte de meu treinamento para a travessia dos Pirineus, os pedais estão se intensificando bastante. Inicialmente em frequência, mas alguns também estão ficando mais longos e puxados. E com isso tem aparecido um desconforto nas pernas. Após as pedaladas mais puxadas o músculo tende a ficar tenso e até um pouco sensível. Conversando com a Suzana (educadora física) e a Natasha (fisioterapeuta), que estão me assistindo nos treinamentos, surgiu a ideia de usar um rolo de massagem miofascial.

O que é isso? Bom, eu também nunca tinha ouvido falar. Mas é uma coisa muito simples. Com ele é possível facilitar o relaxamento do músculo, reduzindo o desconforto e acelerando a sua recuperação. Estes efeitos são muito bem-vindos tanto para quem pedala em grupos noturnos e tem dificuldade e relaxar e dormir bem quanto para quem acumula pedais em dias seguidos, caso típico de nós cicloturistas.

Pesquisando um pouco, descobri que existem dois tipos básicos de rolo de massagem. Um maior, no qual você apoia o peso do corpo e faz movimentos de vai e vem, e um menor, que é bem parecido com um rolo de macarrão e é aplicado sentado. Eu acabei optando pelo segundo, pois acredito que a posição mais relaxada ajude no processo de desaceleração pós-pedal.

Comprei o meu em uma loja de equipamentos médicos aqui de Floripa, por R$ 70. Venho experimentando há mais de um mês, especialmente após os passeios mais puxados, e os resultados são muito bons. Tenho feito assim: após o pedal tomo um banho morno, deixando cair bastante água sobre as pernas. Na sequencia, faço massagem com a ajuda de um creme de relaxamento. Nada muito longo, em 5 minutos está concluído. E a perna fica nova!

Fiz até um videozinho mostrando como é simples.

 

Transpirineus 2018 – A travessia da Cordilheira dos Pirineus é o grande projeto do Pedal Nativo para maio do ano que vem. Desde janeiro, eu e a Letícia estamos nos preparando fisicamente para encarar o trajeto de mais de 1.000 quilômetros e 26 mil metros de subida acumulada. São nossos parceiros neste desafio a educadora física Suzana Ulbricht, a Uno Clínica Integrativa e o especialista em bike fit Regis Santos.

Bike fit da Lê

Salve, salve!

Com o retorno gradual da Lê às pedaladas, nós percebemos que seria realmente complicado de usarmos a Trek dela em nossa viagem para os Pirineus. Seja para levar bagagem com alforges (não tem qualquer furação para bagageiro), seja para bikepacking, já que a parte central do quadro é muito, muito pequena. Acabamos então optando pela GoNew que estávamos usando com nossos clientes. Apesar do conjunto de freio e suspensão ligeiramente inferior, ela tem furação para bagageiro e um quadro com maior espaço central. De quebra, ainda é um pouco mais leve que a Trek.

Problema resolvido? Nem tanto. Faltava à Lê fazer o ajuste da bicicleta para que pudesse passar muitas horas pedalando com eficiência e sem maiores dores. E é este o assunto principal deste post. Para fazer o serviço, acionamos o fisioterapeuta Regis Santos, amigo de longa data que agora está se especializando em Bike Fit. Fomos então ao estúdio do Regis, que fica na Cicle Bike Shop, nos Ingleses, em Floripa. Foram duas visitas, com muitas medidas, troca de informações e, claro, ajustes na bicicleta. A Lê saiu de lá com tudo certo, e o compromisso de enviar suas impressões de volta, para ajustes finais.

E, atendendo ao meu pedido, o Regis escreveu um texto onde fala da importância do bike fit para todos os ciclistas, sejam eles atletas, cicloturistas ou ciclistas urbanos. Vale a leitura!

“É muito fácil observar nas ruas o aumento do número de ciclistas. A”bike” atualmente têm sido utilizada como meio de transporte para evitar o trânsito urbano, para momentos de lazer aos finais de semana e até mesmo para longas viagens. Há quem utilize a bicicleta como forma de cumprir suas metas de atividade física e há outros que são atletas profissionais que vivem do ciclismo. O fato é que nunca se pedalou tanto como nos dias atuais.

As bicicletas de hoje em dia diferem em modelos, materiais e tecnologias utilizadas, mas o que não difere do meio de transporte inventado há quase 150 anos é a maneira que nos posicionamos nela ou seja, sentado no selim, duas mãos no guidão e os dois pés nos pedais.

Muitos pesquisadores, fabricantes e até mesmo equipes de ciclismo de alto rendimento têm estudado não somente a fisiologia do ciclismo, mas também a ergonomia do ciclista na bike, o famoso “Bike Fit”. Essas pesquisas ergonômicas mostram como prevenir lesões, melhorar a eficiência aerodinâmica e a melhor transferência de energia para a bike.

O bike fit consiste em ajustar a bicicleta de acordo com as medidas e proporções do ciclista que vai utilizá-la. Muitos ainda não escolheram a bicicleta e podem consultar um “bike fitter” para orientar qual o tamanho de quadro recomendado, por exemplo.

A maioria dos fisioterapeutas e médicos que atuam na área esportiva sabem que o ciclista pode desenvolver dezenas de lesões se não estiver bem ajustado ergonomicamente na bicicleta. O exemplo mais comum é o selim, que demasiadamente baixo poderá gerar sobrecarga nos joelhos. Outras pessoas podem buscar o bike fit para melhorar sua eficiência aerodinâmica e/ou performance esportiva.

Cada ciclista deverá ter em mente qual seu objetivo quando for buscar essa consulta, que pode em muitos casos durar até 3 horas.

É comum todo o conjunto da bike estar em desacordo com as proporções do ciclista. O tamanho do quadro, a inclinação do selim, a altura e distância do guidão e também a posição dos pés nos pedais, principalmente se o ciclista utiliza sapatilhas com encaixe no pedal, devem ser sempre verificados pelo profissional.

O bike fitter capacitado realizará primeiramente uma avaliação física, postural e antropométrica do ciclista antes de realizar qualquer ajuste na bike. É muito importante nesse primeiro momento diferenciar e entender o que é uma lesão ou dor causada pela prática do ciclismo de outra causada por má postura ou sobrecarga laboral por exemplo.

A avaliação antropométrica mostra que somos diferentes em proporções; mesmo em duas pessoas de mesma estatura. O comprimento de braços, tronco e pernas varia muito de uma pessoa para outra.

Após colher esses números há diversas fórmulas e cálculos que ajudam o profissional á descobrir o tamanho ideal de quadro, mesa, guidão e altura de selim da bike mesmo antes de observar o ciclista sobre ela.

Com o ciclista já sobre a bike simulando uma pedalada (no rolo de treinamento) é possível conferir se esses dados e cálculos teóricos estão de acordo com a prática.

O bike fit convencional utiliza réguas, inclinômetros, goniometros, balança, prumo, laser e até recursos tecnológicos como câmeras e aplicativos modernos para ver a interação do ciclista com a bike.

Como dito anteriormente, existem diversos estudos mostrando os melhores ângulos e proporções para que o ciclista não desenvolva lesões e tenha eficiência na sua pedalada. Já se sabe que não se deve recomendar uma bike para comprar utilizando somente a estatura do sujeito como referência.

Muitas pessoas que já realizaram o Bike Fit mostraram resultados satisfatórios no controle/prevenção de lesões, no conforto, na aerodinâmica e eficiência na pedalada.”

Regis Santos

Curtiu? Tem alguma questão? Fale com o Regis que ele terá prazer em ajudar! Celular: (48) 99919-1368.

A busca da saúde para a travessia dos Pirineus

A busca da saúde para a travessia dos Pirineus

Salve, salve!

Fazer uma viagem dura, como a travessia dos Pirineus, com o condicionamento “sobrando” e foco apenas nas paisagens. Este é o objetivo do longo processo de preparação física que eu e a Letícia começamos em janeiro. Para isso, fechamos parcerias com a Clínica Uno Integrativa e a educadora física Suzana Ulbricht.

Considerando as especificidades do ciclismo, o trabalho começou com uma minuciosa avaliação de nossa situação física atual. Cada um de nós passou por horas de entrevista, exames e medições. Agora estamos na segunda etapa, que trabalha na recuperação das lesões atuais e prevenção possíveis novas lesões. Já iniciamos também a avaliação nutricional, que irá levar a uma dieta adequada às diversas fases da preparação.

 

As etapas seguintes incluem acompanhamento instrumentalizado e avaliação periódica durante as fases de treinamento.

Estamos começando também a preparação física, com exercícios em aparelhos e treinos sobre a bicicleta. Mas isso é assunto para um próximo post. Para ficar por dentro de toda a preparação, e da viagem, assine o nosso boletim e não perca o contato!

Projeto Transpirineus 2018

Projeto Transpirineus 2018

Salve, salve!

De tempos em tempos as conquistas passadas começam a perder as suas cores e se tornam apenas boas lembranças. A inquietação volta e a conclusão é de que é preciso aumentar as apostas e encarar grandes desafios. Então vamos a ele: a cordilheira dos Pirineus, na fronteira entre a Espanha e a França.

Fotos: tiagussbtt.blogspot.com.br

Travessia dos Pirineus, Transpirinaica, Transpirineus etc. Vários nomes para descrever uma magnífica rota de mountain bike que liga o Mar Mediterrâneo ao Oceano Atlântico. No caminho, vulcões adormecidos, cânions, florestas e rochedos. O trajeto tem mais de 1.000 quilômetros de extensão e acumula 26.000 metros de subida ao longo de suas 24 etapas.

“A pergunta que mais nos fazíamos era: como antes de ir pra lá não sabíamos que nada disso existe? E como ninguém fala sobre a beleza deste lugar? É como se fosse um canto secreto do mundo que poucas pessoas conhecem e quem conhece guarda segredo”, afirmou o cicloturista Rodrigo Telles em reportagem da Revista Bicicleta sobre o roteiro.

Passa por cinco territórios espanhóis e um francês, devendo ser percorrido entre maio e novembro, para evitar as baixas temperaturas. Faremos o trajeto alternando entre hospedagens e acampamentos, com a bagagem, minimalista, sendo levada no estilo bikepacking. Desta forma, o peso se concentra mais próximo ao centro de gravidade da bicicleta, facilitando a pedalada em terrenos irregulares e montanhosos.

O desafio está lançado para maio de 2018, quando o inverno já aliviou na Europa e o calor ainda não está tão forte. Como quase tudo na vida, para realizarmos esta aventura será preciso construir boas parcerias. E as primeiras já estão seladas. Eu e a Letícia faremos nossa preparação física com uma equipe multidisciplinar da Clínica Uno Integrativa e a educadora física Suzana Ulbricht. Já começamos a avaliação física e em breve começaremos os treinamentos. E seguimos trabalhando para oficializar outras parcerias.

Dados adicionais sobre a rota:

  • Vinte e quatro etapas, com distâncias entre 27 e 58 quilômetros;
  • Sentido Leste-Oeste;
  • Mediterrâneo ao Atlântico;
  • Cinco territórios espanhóis (Catalunha, Andorra, Aragão, Navarra e Euskadi);
  • Um território francês (Quinto Real);
  • Atrações naturais: vulcão Olot, cânion Añisclo, floresta de Irati, rochedos de Aia;
  • Ultrapassa os 2.000 metros de altitude em alguns momentos;
  • Por causa do frio, pode ser percorrida entre maio e novembro.

As notícias da preparação, e da viagem, claro, vamos passar todas por aqui. Confira o que já rolou na nossa preparaçãoassine o nosso boletim. Não perca o contato!