VÍDEO: Dois anos de Planeta Pedal

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Já se passaram dois anos desde que o André Fatini partiu do Alasca com destino a Brasil. Após tanto tempo de jornada, esta grande figura segue na estrada, conhecendo e aproveitando cada cidade, cada experiência. Para comemorar a marca, ele fez um vídeo muito bacana. Confira!

É dele também outro vídeo que postei aqui no Pedal Nativo no início de sua viagem, sobre o conceito do cicloturismo. Se não viu ainda, vá lá que vale a pena.

Siga a viagem: Diocá na Estrada

Siga a viagem: Diocá na Estrada

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A expressão é velha, surrada até. Mas o “sem medo de ser feliz” se encaixa muito bem para este simpático casal de Brasília que juntou todas as economias (sacando inclusive o FGTS), se desfez do que não era fundamental e partiu para uma viagem de volta ao mundo. O passeio começou por Portugal e eles estão agora na Tailândia, com vários causos escritos de forma leve e bem humorada no blog Diocá na Estrada.

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Tire um tempinho da sua rotina e chegue lá pra ler boas histórias e ver belas imagens. Se se empolgar, aproveite e ajude o casal a encerrar sua viagem.

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Aurélio descobre a Ásia (inteira)

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Seu plano inicial era pedalar pela Ásia. Apresentado em 2013, o novo projeto de Aurélio Magalhães previa um roteiro de 8 mil quilômetros. Meses depois, o trajeto do “Ásia by Bike” foi recalculado e a distância total a ser percorrida caiu para pouco mais de 6 mil quilômetros. Os amigos, claro, não perdoaram. Afinal ele estava dando um novo significado ao verbo “aureliar”, que já designava o ciclista que deixa de pedalar quando chove. Agora também dizia respeito ao que fica com medo de grandes pedaladas e reduz seus planos.

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Pura bobagem! Em novembro de 2013 Aurélio iniciou sua viagem , começando por Hong Kong. Seis meses e 6,4 mil quilômetros depois, encerrou a jornada Cingapura. Encerrou em teoria.

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“Quero voltar quando for a hora, e tenho certeza que a hora não é agora.  Também não sei quando será. Tenho uma nova perspectiva do mundo, e ele se torna cada vez menor diante dos meus pedais. Sinto que posso ir mais longe, muito mais longe e voltar pra casa. Quero desbravar cada lugar e me aprofundar verdadeiramente do que me faz sentido”, escreveu o cicloturista em seu blog ao anunciar um novo projeto, o “Da China da Casa by Bike”.

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Lançada a nova viagem, Aurélio passou por Austrália e Nova Zelândia, na Oceania, e Coréia do Sul, Taiwan e outros países da Ásia, em um roteiro aberto, que é alterado constantemente por um viajante sem pressa de voltar pra casa e com muita curiosidade por diferentes realidades.

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Nesta quarta-feira, dia 22 de abril, mandou notícias informando que encerrou a travessia da Mongólia. Na região enfrentou grandes desafios para pedalar, acampar, se alimentar e até se comunicar.

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Como pesquisador de culinária, experimentou de tudo pela Ásia. até cabeça de pato e de cordeiro.

De troco, conheceu uma belíssima e marcante região, com um povo único e hospitaleiro. Parte agora para um novo e igualmente duro desafio: atravessar a região da Ásia Central. Siga seus passos no blog atmagalhaes.wordpress.com.

Siga a viagem: Vestígio de Aventura

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Intensa. Assim pode ser definida a viagem que Roberto Ambrosio Filho, ou simplesmente Beto, está fazendo pela América do Sul. Apesar de ser um roteiro relativamente comum, seus emocionantes relatos de viagem e as fantásticas fotos dão dramaticidade de uma jornada de descoberta exterior e interior. Para seguir a aventura, basta curtir o perfil Vestígio de Aventura no Facebook.

De minha parte, desejo que siga em sua busca, com coragem de se aventurar e se expor com tanta franqueza! E que volte para contar outros detalhes em uma entrevista!

Encontrando mais dos meus

Como combinado, passei às 16h da quarta-feira para pegar o Guilherme Cavallari em sua editora. Partimos com muito trânsito, mas muito mesmo. Começamos a rodar em velocidade de estrada apenas após 1:30h, ainda na região de Mogi das Cruzes. Depois disso, estrada livre a viagem boa até o Espaço Araucária.

Chegamos e fui armar a barraca já de noite. Como já conhecia a barraca do acampamento em Agulhas Negras, consegui montar na posição certa, de primeira. Colegas revistos, uma boa chegada. Meu vizinho, o Aurélio Magalhães, sabe receber os amigos e ofereceu um Chivas de 18 anos, algo que não se pode recusar. Uns traguinhos, mais um bom papo com o outro vizinho, o Artur Berberian, e bora pra barraca.

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Muita chuva durante a noite, a barraca aguentou na boa. Lá dentro, porém, um imprevisto.  O colchão inflável, que eu nunca tinha usado nesta barraca, é muito alto, impedindo de sentar sobre ele devido ao teto baixo. Ou seja, trocar de roupa ou simplesmente arrumar as coisas era possível apenas estando deitado. Inviável.

Além disso, a inclinação do terreno incomodou, pois o colchão inflável escorregava sobre o piso da barraca e o saco de dormir escorregava sobre o colchão inflável. Tive que acordar várias vezes para “subir” de novo.

Amanheceu, ainda bem.

Todos para o café da manhã e muito papo sobre viagens, bicicletas e afins. Saímos para pedalar já um pouco tarde, por volta das 10h. Mas o roteiro sugerido para o dia era tranquilo, com uns 10km. Seguindo dica do Cavallari, peguei a planilha e tratei de navegar. E não é que deu certo? Não apenas naveguei para mim como conduzi o grupo sem nenhum erro. Dá pra pensar em treinar mais e fazer os roteiros de cicloviagem planilhados. Mais especificamente, penso em fazer o BluGrama, um livro-guia que ganhei de meu primo Fernando.

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Almoço farto, para variar, banho e vou para as palestras. A primeira foi uma espécie de debate sobre os tipos de bicicleta. Com o pessoal falando de modelos dobráveis, turismo, reclinadas e “montain bikes” com rodas 26”e 29”. Tudo muito legal, com os debatedores defendendo as vantagens de cada modelo. Apenas achei que os de roda 29” não tiveram a devida representação, já que o seu “representante” era na verdade, um usuário esporádico do modelo, que inclusive prefere as de rodas 26”. Mas tudo bem, conversei com o pessoal do Clube de Cicloturismo e espero contribuir mais em um futuro debate sobre o assunto.

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A segunda palestra foi sobre os efeitos da pedalada sobre o corpo, com foco em possíveis problemas e, mais importante, sobre posições de Yoga que podem aliviar estes problemas e melhorar o bem-estar geral de quem pedala. A palestra foi dada pelos caros Camila e Pepê, que têm experiência bem específica sobre o assunto, como já falei em outro post.

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Mais uma pausa para a deliciosa janta, algumas lojinhas de equipamentos e vestuário foram montadas e, na sequencia, a palestra final do dia, sobre a viagem do casal Carlos e Regina Stella, e amigos, pelos lagos andinos. Apresentação muito bem estruturada e finalizada, tornando o relato interessante até o fim. Bela viagem!

Como o frio estava demais neste horário, batemos um papo rápido após a palestra e tratei de ir pra barraca logo. Seria a hora de testar o colchão convencional, que consegui emprestado do pessoal da pousada. Murchei o inflável e coloquei como isolante sob o colchão. A parte do escorrega-escorrega foi resolvida e tive uma boa noite de sono. Porém ele ainda é um pouco alto e ainda impede de se sentar dentro da barraca. Na próxima viagem farei como na anterior, levando o meu isolante autoinflável, que mantém viável a altura interna da barraca.

A sexta-feira amanheceu com sol e eu, de bom-humor. Tomei café da manhã e conseguimos partir pouco depois das 9h para o pedal do dia. O passeio, no entanto, durou muito pouco. Duzentos metros, para ser mais específico. Em uma subida, um raio traseiro se quebrou, enganchando no câmbio e puxando tudo para trás. Foi questão de segundos. Com ajuda do Aurélio e do Artur, livramos o câmbio do raio e consegui empurrar a bicicleta de volta ao Espaço Araucária. Imaginava que, se conseguisse desamassar a gancheira, ainda teria dificuldade com o câmbio torto.

No entanto, chegando lá, o FES me tranquilizou, afirmando que o problema estaria apenas na gancheira. Dito e feito. Com conhecimento e ferramenta correta, ele botou tudo no lugar e ainda realinhou o aro, que havia perdido um raio. Só tenho a agradecer à sua disponibilidade.

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Para testar a bike, fiz um passeio curto até o Bairro do Centro, uma simpática comunidade de Piranguçu (MG). Passeio bonito e bicicleta novamente confiável. Ao menos até São Paulo, onde devo trocar a gancheira e substituir o raio.

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Pela tarde, um evento que sabiamente foi estendido pelas quatro horas disponíveis. Antonio Olinto, Rafaela Asprino, Guilherme Cavallari e Leonardo Soares apresentaram suas visões de viagem de bicicleta pela América do Sul. Olinto  falou de sua primeira viagem, de volta ao mundo, e das seguintes, onde lembra com carinho das descobertas e do contato com a cultura e as pessoas. Cavallari empolgou a todos, com o relato de sua viagem solitária de seis meses pelas áreas selvagens da Patagônia. Travessias de rios sem ponte, encontro com Puma, caça para alimentação. Cicloturismo de aventura, como ele gosta de definir e poucos conseguiriam fazer. Pra fechar os relatos, Leonardo contou de seu projeto de fim de graduação em Engenharia de Produção, onde pode viajar de bicicleta enquanto pesquisava sobre formas de trabalho de comunidades simples. Falou de aventuras e desafios de um viajante com pouco dinheiro e muita vontade de conhecer diferentes realidades.

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Após a janta, Olinto voltou ao “palco” para apresentar seu novo roteiro, o Caminho dos Diamantes, no “sertão” mineiro. Mais uma opção para dificultar as minhas escolhas para as próximas viagens. Ao final, sugeri a ele que pesquisasse o Centro Oeste em seu trabalho seguinte.

Aliás, sobre isso: foi colocado na parece desde o primeiro dia um mapa do Brasil onde os participantes pudessem indicar as viagens que já fizeram, para facilitar a troca de informações. Sul, Sudeste e Nordeste ganharam vários riscos e nomes. O Centro Oeste, no entanto, segue um enorme vazio. O que, para mim, é um baita desperdício. Quem sabe se não valeria fazer um roteiro pela Chapada dos Veadeiros? Vou pensar nisso.

E uma boa forma de treinar é fazer trechos do Guia de Trilhas da Serra da Mantiqueira. Comprei com o Cavallari e pretendo fazer o roteiro aos poucos, nos fins de semana, e ir melhorando o condicionamento em estradas de terra.

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O dia seguinte era apenas de passeio. Pouco mais de 20km feitos em ritmo lento e com um picnique pelo caminho. Aproveitei para testar a Rebobike, carreta para  cargas desenvolvida pelo Artur. Colocamos uma madeira para que ela sentasse mais e parti para o pedal.

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Subimos muito, mas muito mesmo, logo de cara. Foram uns 10km de subida por estradas de terra, fazendo força igual gente grande. Chegamos a uma bela represa, onde paramos para o lanche e papo. Muito papo agradável, de onde surgiu a ideia de uma viagem pelas serras catarinense e gaúcha. A intensão é subir pelo Rio do Rastro e seguir rumo ao Rio Grande do Sul, passando pelos Canions do parque da Serra Geral, e descer para Praia Grande, em Santa Catarina.

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Lanche feito, seguimos por uma deliciosa trilha por meio de fazendas, subindo ainda mais um pouco até um belo mirante, bem no alto da serra.

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Depois a brincadeira foi morro abaixo, onde a carreta se comportou muito bem. Consegui até embalar um pouco e descer da forma como estou mais acostumado quando pedalo sem bagagem. Enfim, produto aprovado.

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Pra fechar o dia, janta e agenda livre, com muito papo e vinho entre os participantes. Até ganhei uma camiseta temática em sorteio!

Para o último dia a expectativa não era tão grande. Haveriam duas palestras pela manhã e partiria logo após o almoço. Meio de ressaca, tomei um belo café da manhã e aproveitei a primeira palestra para amarrar algumas conversas e caminhar um pouco pela área.

Mas me interessei pela segunda apresentação e parei para assistir. E como valeu a pena! Conhecia o André Fatini apenas de visita, trocando uma ou outra palavra durante o evento. Porém, o professor de cursinho tinha muita, mas muita história boa para contar. Já fez grandes viagens pela América do Sul e pela Europa, registrando tudo de forma descontraída e sensível. Além dos relatos, apresentou seu próximo projeto, de pedalar do Alaska para o Brasil, uma viagem de 25 mil quilômetros.

Para finalizar, apresentou um vídeo que montou sobre uma música que falar de viagens e descobertas. Esta foi a chave final do encontro, emocionando aos presentes. A apresentação tocou a todos, recebendo aplausos de pé.

Para mim foi um grande final para um grande fim de semana. Ainda levarei alguns dias ou semanas para processar tudo que vi, ouvi ou mesmo falei nestes dias. Mas a sensação é de estar no caminho certo, mesmo sem saber com clareza qual será o próximo passo.

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Pedalando ao Polo Sul

O ciclista espanhol Juan Granados é conhecido por fazer viagens em locais extremos, como o deserto da Australia e a Groenlândia. Recentemente, após uma viagem pelo mar Báltico, adotou o apelido de “Juan sin miedo”, mesmo nome de um personagem criado pelos irmãos Grimm, que desconhece o medo e viaja em busca deste sentimento.

Agora, Juan se prepara para pedalar até o Polo Sul. Seu projeto foi apresentado ontem pelo jornal espanhol “Marca”, que apóia o projeto. O jornal também fez um texto sobre a preparação de sua bicicleta.

Confira o vídeo de apresentação da viagem
[youtube http://www.youtube.com/watch?v=698LU556hQY]

“Heroísmos” à parte, vale a pena acompanhar os relatos do cara. Uma grande aventura!

Siga a viagem: Pedal América do Sul

Ah, “os Pedarilhos”. Este simpático casal de Florianópolis que vive em função de seus sonhos. Ana Vivian e André Costa criaram uma marca e uma loja de equipamentos para cicloturismo e juntaram dinheiro por três anos. Começaram no ano passado um giro de bicicleta pela América do Sul. Vegetarianos orgulhosos, já ultrapassaram a marca dos 10.000 quilômetros rodados acampando e fazendo a própria comida. E a viagem não tem data para terminar. Pra quem quiser acompanhar, eles mantêm um blog e mandam notícias também pelo Facebook. E, com certeza, serão convidados a falar para série Além da Viagem, quando a aventura terminar.