Afinal, conteúdo é o que realmente importa

Afinal, conteúdo é o que realmente importa

Salve, salve!

Nos últimos dois anos o Pedal Nativo diversificou sua atuação. Neste tempo guiei grupos em viagens pelo Estado, conhecendo e revendo pessoas e lugares bacanas. Também investi, em parceria com a Letícia, bastante tempo na formulação de um roteiro de cicloturismo por Florianópolis. Porém, o retorno a tanto trabalho e dedicação não foi o esperado. Nem no campo financeiro nem no campo pessoal. Em ambas iniciativas.

Assim, em 2018 o Pedal Nativo volta a se focar no faz desde 2009: conteúdo. Texto, foto e vídeo. Trabalho que tanta satisfação me dá, ao contar histórias e inspirar pessoas. Que me levou a conhecer muita gente. Que me possibilitou à experiência fantástica de passar 14 dias na natureza em um programa da OBB. Que gerou boas parcerias para novas aventuras.

Desde janeiro venho trabalhado para fortalecer a presença do Pedal Nativo no Youtube. Já são vários vídeos com teste de equipamentos, informações para iniciantes e relato de viagem. Aos poucos, esta onda de novidades vai chegar aqui ao blog, com um novo visual e novas postagens. Também teremos a segunda edição do concurso de fotos de cicloviagens e outras novidades bem bacanas.

Vamos em frente que o caminho vale a pena!

 

 

ASF: provocando a sede de aventura

 

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Público sentado até no chão para saber mais sobre cicloturismo.

Salve, salve!

A imagem acima mostra a importância de um evento como a Adventure Sports Fair (ASF). O público lotou as palestras e oficinas em busca de conhecimento para começar ou aprimorar sua prática esportiva. E nas oficinas que dei, sobre como começar no cicloturismo, tinha de tudo: ciclistas, corredores, escaladores e mergulhadores que amam a bicicleta e querem se aventurar por distancias maiores. E as principais dívidas eram sobre qual bicicleta comprar (algo que pouquíssimas lojas sabem indicar corretamente) e sobre roteiros de viagens para iniciantes (um tanto raro no Brasil).E é com base nesta procura que eu e o André Schetino, do Até Onde Deu pra Ir de Bicicleta, criamos o Curso de Cicloturismo, que vai rolar aqui em Floripa no começo de novembro.

Montanhas!
Montanhas!

Além desta boa experiência de repassar conhecimento e incentivar as viagens de bike, a ASF também foi muito bacana para fazer contato com marcas, outros ciclistas e os blogs da Rede de Blogs Outdoor, da qual o Pedal Nativo faz parte. Papos de grande valia, que confirmaram, por exemplo, a tendência, quase obrigação, da produção de vídeos em paralelo aos textos e fotos. E que provocaram a minha sede de aventura, semeando o projeto de uma grande viagem para o próximo ano. Trata-se de uma rota desafiadora, por belas e altas paisagens européias. Mais pra frente vou revelar detalhes do projeto.

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Os bravos voluntários do Clube de Cicloturismo do Brasil, que participa da ASF desde a sua primeira edição.

Ao longo dos quatro dias que fui ao evento, me dediquei ainda a ajudar no atendimento ao público que visitava o estande do Clube de Cicloturismo do Brasil, do qual sou voluntário. Nosso canto era tão simples que chamava a atenção entre as enormes estruturas dedicadas a carros, jipes e afins. Porém, quem passou por lá encontrou gente boa de papo, que sabe do assunto que está sendo exposto. E foi neste ambiente que ocorreu um memorável encontro entre grandes cicloturistas.

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Mais de 150 mil quilômetros de boas histórias. E nem coloquei meus números nesta conta pra não inflacionar demais 🙂

André Fatini, que pedalou do Alaska ao Brasil (e foi assunto de um post inspiradíssimo), Arthur Simões, que deu uma volta ao mundo de bicicleta e conta as suas passagens como ninguém, e Danilo Perrotti, que também girou o globo e inspirou a muitos com o seu livro Homem Livre, estiveram no estande no mesmo momento. Quem passou por lá na tarde de sábado (15) aproveitou para conhecer e trocar ideias com estas figuras.

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Cavallari e sua tandem de cromoly: sempre uma referencia nos esportes ao ar livre

Mas nem tudo era maravilhoso no pavilhão da Expo São Paulo. Como bem observou o cicloturista Guilherme Cavallari, a feira tinha demasiado espaço para “assistidas” e área menor para as mais radicais. “Na ASF 2016 senti a pressão do excesso de “filtros”. Havia mais carros e motos do que bicicletas, mais pneus do que botas…”, afirmou Cavallari em postagem no seu blog, com a qual este escriba concorda totalmente.

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Foto: Edinho Ramon / Sua Casa é o Mundo

Acertos e erros computados, vejo um saldo muito positivo na ASF de 2016. Dá gosto de confirmar o interesse do público pelo cicloturismo, mesmo em um estande minimalista, e é muito bacana a troca de experiências com outros aventureiros. Sem falar no famoso networking, que não se repete com esta intensidade em nenhum outro evento nacional. E que venha a ASF 2017, ainda mais forte e com mais espaço para segmentos como o ciclismo!

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Obs: Em uma operação que nunca é tão simples quanto se pensa, levei minha bike urbana para SP. A idéia era usá-la para ir de Pinheiros ao evento, realizado no começo da rodovia dos Imigrantes, diariamente. Porém, o calor e o excesso de morros me fizeram chegar suado e atrasado já no primeiro dia. Com Metrô perto dos dois pontos, acabei encostando a bike e preferindo o transporte coletivo nos demais dias.

 

Vivência Outdoor: aprendendo e ensinando

Cicloturismo, escalada, trekking e outras atividades ao ar livre funcionaram como imãs para quase 90 pessoas, que foram até Socorro, no interior de São Paulo, participar do Vivência Outdoor. Foram dois dias de muito aprendizado e troca de experiências de quem não sentiu falta alguma de TV ou shopping durante o fim de semana que passaram. Com todos – público e organizadores – acampando, foram realizadas palestras e oficinas com blogueiros e convidados. Estive lá como único “representante” dos cicloturistas e passei um pouco da magia que é viajar de bicicleta e dar dicas de como começar na prática. E, entre o público, apareceu de tudo: de ciclistas aventureiros da Serra da Mantiqueira a um casal que está planejando sua primeira viagem para a Patagônia.

Na correria da organização, ainda pude aprender sobre temas que há muito me interessavam, como bivaque, acampamento em rede e a tecnologia dos sacos de dormir. Nada como ter especialistas dispostos a compartilhar informações. Uma troca muito bacana.

O evento foi organizado por um grupo de blogs associados à Rede de Blogs Outdoor: Pedal Nativo, Fui Acampar, Trekking Brasil, Fé no Pé, A Montanhista, Seu Mochilão e Expedição Andando Por Aí. Além disso, o Vivência contou com 5 patrocinadores e 11 apoiadores, não deixando ninguém sem brinde :-).

Abaixo, fotos de Luan Gesteira, Elias Maio e minhas. Confira mais imagens e informações no site do Vivência Outdoor.

Ciclista é morto por urso em parque nos EUA

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O ciclista Brad Treat, de 38 anos, foi morto por um urso pardo nesta quarta-feira (29), enquanto pedalava com um amigo dentro do Glacier National Park, no estado de Montana (EUA). Após perseguição, o animal derrubou Brad de sua bicicleta e seu amigo correu por ajuda. Segundo o site bicycling.com, ao chegar ao local a equipe do parque encontrou apenas o corpo do ciclista. O urso havia desaparecido.

Agora, as autoridades responsáveis pela segurança da vida selvagem abriram investigação para tentar esclarecer os fatos. O seu objetivo é evitar mortes como a de Brad. Este é a sétima morte de uma pessoa por ataque de urso na região norte das Montanhas Rochosas desde 2010.

O parque – O Glacier National Park, no estado de Montana (EUA) é um paraíso natural. Trata-se de uma área de mais de 4.000 quilômetros quadrados ao longo da fronteira com o Canadá, onde centenas de espécies protegidas coexistem. Ele foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1995. Por sua beleza única, bem como as suas inúmeras rotas, parque exerce uma forte atração entre os ciclistas locais.

Obs: apesar da tentação de proibir a pedalada em regiões com ursos, é preciso lembrar que estes vivem em diversas áreas dos EUA, inclusive fora de parques. Eles estão, por exemplo, no trajeto da Great Divide Mountain Bike Route. Na opinião deste blog, mais efetivo seria orientar os ciclistas sobre os riscos e sobre como diminuir as chances de um encontro fatal.

Pedal Nativo no Bicicultura 2016

Salve, salve!

Top 20: “Invasão da cidade” – Fábio Almeida
Top 20: “Invasão da cidade” – Fábio Almeida

Foram divulgadas as 80 fotos selecionadas na primeira Mostra de Fotografia Bicicultura, que rolou de 26 a 30 de maio em São Paulo. Entre 170 trabalhos inscritos, o Pedal Nativo emplacou duas fotos, sendo que “A invasão da cidade” ficou no Top-20! A imagem foi registrada durante o passeio que promovemos ao Morro da Antena, em Florianópolis, em fevereiro do ano passado. A outra fotografia selecionada foi “Em boa companhia”, capturada no município de Anitápolis, durante viagem pelo roteiro Acolhida na Colônia, em abril de 2014. Os personagens retratados foram Claudia Ulbricht e Ricardo Rams, a quem agradeço e parabenizo.

“Em boa companhia” – Fabio Barbosa Almeida
“Em boa companhia” – Fabio Almeida

O pódio do concurso foi formado por Helga Vaz (São Paulo), com “Bicicletas Voadoras”, Marlon Hammes (Santa Catarina), com “Alleycat Blumenau” e Danilo Perroti (São Paulo/Minas Gerais), com “Lavanderia de Bicicleta”.

Confira abaixo as vencedoras e as Top 20

 

As relação completa das fotos selecionadas está disponível no site da Bicicultura.

Bicicleta brasileira de cicloturismo

Salve, salve!

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Mountain bike adaptada: a solução mais comum no Brasil

A escolha da bicicleta ideal para cicloturismo não é uma decisão simples. É preciso considerar fatores como o terreno a ser percorrido, o tipo de assistência mecânica que estará disponível, a quantidade de bagagem que será carregada, entre outros fatores. Isso sem falar na experiência pessoal e nas preferências do ciclista. Há várias possibilidades de solução, e nenhuma delas pode ser apontada como a melhor para todos. Uma opção é adaptar a super comum mountain bike para receber bagagem e percorrer longas distâncias. Outra é montar uma bike econômica, peça a peça. Pode-se, também,comprar uma touring bike americana ou européia, com furação para bagageiros dianteiros e traseiros e dínamos embutidos nos cubos de roda, como a Specialized AWOL. Há ainda uma nova opção que está surgindo no Brasil.

Dois fabricantes locais desenvolveram e já comercializam bicicletas específicas para cicloturismo. Em comum, ambas têm rodas 26″ e freios v-brake, defendidos pelos fabricantes pela facilidade de manutenção e substituição de componentes. Não são modelos baratos, ambos custam cerca de R$ 5 mil, mas que se tornam interessantes pelas suas fichas técnicas e desenvolvimento específico.

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Mountain Touring, da Mundo Cicloturismo

O primeiro modelo apresentado foi a Mountain Touring, desenvolvida pela Mundo Cicloturismo. A princípio, trata-se de mais uma bike de alumínio, com suspensão dianteira, 27 marchas, rodas 26″ e freios v-brake. Mas o fabricante chama a atenção para as particularidades de sua configuração. “Desde as peças importantes como quadro e relação, passando pelas peças “invisíveis”, como caixa de direção e movimento central, até os detalhes como manoplas e bar-ends. Também incluímos no projeto todos os acessórios que consideramos essenciais para o cicloturista, como paralamas, bagageiro e retrovisor. Todas peças de qualidade, marcas boas e testadas por nós”, afirma na descrição do modelo.

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Robustus, da Braunii

Já a Robustus, da Braunii, aposta em um material relativamente raro no mercado brasileiro atual: o aço cromo-molibidenio (ou cromoly). Muito comum nas mountain bikes das décadas de 1990, este material praticamente desapareceu do Brasil após a introdução dos quadros de alumínio. Seus defensores, no entanto, ressaltam sua melhor absorção de vibrações e a maior facilidade de realizar soldas, em comparação ao alumínio. “Os tubos do triângulo principal e do garfo tem espessura variável para ser forte onde precisa e ao mesmo tempo leve”. O fabricante destaca ainda o recuo da roda traseira em relação ao movimento central. “O chain stay longo fornece conforto para o ciclista e espaço para bagagem sem interferir na pedalada”, afirma a Braunii.

 

Vivência Outdoor

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Quem gosta de pedalar, sabe: é ao ar livre que a vida acontece. Aventura, contato com a natureza, atividade física, conquistas, companheirismo. Está tudo lá. E é para reunir um monte de gente que sabe dar valor a isso que estamos participando da organização da Vivência Outdoor. Serão dois dias de oficinas, workshops e palestras sobre acampamento, trekking e cicloturismo, em um total de 13 atividades. Tudo com a organização de especialistas experientes e o apoio de algumas das principais marcas de equipamentos para esportes ao ar livre.

Palestra – Todo básico sobre trekking | Mario Nery e Tiago Borges
Oficina – Como Planejar trekking em locais inóspitos | Gisely Bohrer e Rafael Kosoniscs
Palestra – Viagem de bike: os primeiros passos | Fábio Almeida
Oficina – Práticas de Mínimo Impacto na natureza | Antônio Calvo
Oficina – Como escolher a barraca ideal para sua aventura | Luiza Campello
Bate-papo – Tudo sobre equipamentos outdoor | Todos os organizadores
Oficina – Como se alimentar e hidratar em aventuras | Todos os organizadores
Palestra – Conhecendo os Parques Nacionais | Carla Nogueira
Oficina – Como arrumar a sua mochila | Mario Nery
Oficina – Como acampar com redes de descanso | Alexandre Palmieri
Workshop Deuter – Como escolher o seu Saco de Dormir e não morrer de frio | Pedro Lacaz Amaral
Workshop Deuter – Mochilas Técnicas: Conceitos, Ajustes e Otimização | Pedro Lacaz Amaral
Palestra OBB – Por que tanto queremos estar outdoor? | Andreas Martin
Caminhada do Pôr do Sol

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O encontro será na no Valle das Águas, em Socorro, interior de São Paulo, no começo de julho. O camping conta com banheiros, masculino e feminino, tomadas 110v e 220v, campo de futebol, salão de festa, piscinas adulto e infantil, churrasqueira, forno de pizza e quiosque com cozinha comunitária, entre outros.

Bora?

As vagas são limitadas e quem se inscreve antes paga menos!

Caneca de Acampamento

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“Uma longa viagem começa com um único passo”

Salve, salve!

Quase 30 anos de viagens, leituras e pesquisa sobre cicloturismo. Seis anos de blog. Esta experiência, e a vontade de seguir por este caminho por muitos anos mais, está no primeiro produto do Pedal Nativo.

A Caneca de Acampamento é leve e resistente. Fabricada em aço, recebe dupla camada de esmalte, que funciona como uma  barreira contra a proliferação de bactérias. Além disso, ajuda a manter por mais tempo a temperatura dos líquidos. Pode ir direto ao fogo e ser levada também na máquina de lavar louças. Com tamanho único de 370 ml, vem nas cores branca, preta e verde.

COMPRE A SUA EM LOJA.PEDALNATIVO.COM.BR!

 

Parques dos EUA terão estrutura para cicloturistas

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Foto: Lily Monster (CC-BY-NC-2)

Quatro parques estaduais de Montana, no Noroeste dos EUA, irão receber áreas de acampamento feitas especificamente para cicloturistas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (25). Cada estrutura poderá acomodar até 10 barracas e contará com bicicletário, área para fogueira, armários resistentes a ursos (para alimentos), água potável, oficina para bicicletas, pontos de energia e abrigos cobertos, com mesas para lanche.

Para o porta-voz do serviço de parques de Montana, Patrick Doyle, as mudanças são necessárias para se adaptar a uma nova forma de turismo. Ele afirma que há um crescente número de pessoas que vão para Montana utilizando rotas de ciclismo de longa distância e que esta é uma maneira dos parques estaduais se adaptarem a esta nova realidade. Doyle ressalta ainda que estas obras têm um bom custo-benefício para os parques.

Os trabalhos terão início na primavera do hemisfério norte, outono no Brasil, nos parques de Whitefish Lake, Flathead Lake-Wayfarers, Placid Lake e Salmon Lake.

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No Brasil, o acampamento é permitido em poucos parques nacionais e estaduais. No Parque Nacional da Serra da Bocaina, entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, o camping é autorizado e já foi feito por este que vos escreve (confira o relato). Em outros parques é permitida apenas a entrada em locais específicos, com saída obrigatória até o fim do dia. Há ainda vários outros totalmente fechados à visitação do público. É o caso do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, onde há um movimento pela abertura das trilhas, para que a população conheça as belezas da região, intitulado Conhecer para Preservar.

*Com informações da Rádio Pública de Montana.

VÍDEO – BRR Ride

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Há mais de 30 anos ciclistas do estado americano de Iowa realizam a abertura da temporada de ciclismo em fevereiro, pleno inverno no hemisfério Norte. Na edição deste ano, realizada no dia 06, mais de 1.500 ciclistas pedalam 38 quilômetros para espantar o frio e mandar o inverno embora. Como recompensa, chocolate quente, cerveja e batata assada.

Confira reportagem da edição de 2012.

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