Dica: como limpar caramanholas e bolsas de hidratação

Salve, salve!

Tomar água em recipiente sujo ninguém merece, né? Mas isso acaba acontecendo se as caramanholas e as mochilas de hidratação não foram limpadas corretamente. E não adianta passar esponja com sabão, porque em locais de difícil acesso, como bicos e tubos, o fungo vai se criar. A dica é deixar as peças de molho em uma solução com água sanitária. Qual proporção? Por quanto tempo? Confira um passo-a-passo no vídeo abaixo.

Ainda sobre o tema, descobri há pouco tempo que existe um perigo grande em se hidratar acima do necessário. Isso dilui a quantidade de sódio no organismo e pode causar uma série de problemas. Confira neste texto bem detalhado do Camelbak Training Club. Ele fala para corredores de maratona, mas as dicas servem perfeitamente para cicloturistas e suas longas jornadas.

Uma das primeiras coisas que pensamos quando começamos a nos exercitar é a hidratação. Trazemos nossas garrafas d’água, bebemos água em bebedouros e sabemos que precisamos continuar a nos hidratar quando praticamos exercícios no calor ou quando suamos, mantendo a temperatura do organismo baixa e maximizando nossa performance. Ficamos tão focados em uma questão que acabamos esquecendo outra: a hidratação acima do necessário (hiponatremia), que realmente acontece e precisa ser encarada com seriedade. A hiponatremia está crescendo por conta do aumento da popularidade dos eventos esportivos de resistência. Vamos começar, então, com os sinais e sintomas causados por uma ingestão excessiva de líquidos.

Sinais e Sintomas:

Náusea
Vômitos
Dor de cabeça
Tonturas
Espasmos musculares
Desorientação / Confusão
Perda da coordenação
Fadiga
Perda de apetite
Fraqueza muscular
Exaustão física
Convulsões
Formigamento
Coma
Parada cardíaca ou respiratória

Estrago que o sol e o excesso de água causaram em mim em uma viagem de 2015. Foram dois dias de cama para ficar bom.

Causa:
Sob o ponto de vista científico, a hiponatremia é uma condição que ocorre quando o nível do sódio no sangue está abaixo do normal. Sua causa mais comum é a ingestão excessiva de água durante a prática de esportes de resistência, quando o consumo de água ultrapassa a capacidade do organismo de eliminá-la. Para as pessoas que têm um “suor salgado”, a hiponatremia também pode ser causada por uma grande perda de sódio através da transpiração. Beber uma quantidade excessiva de água ou perder uma grande quantidade de sódio no suor provoca a diluição da concentração de sódio circulando no organismo, fazendo com que o nível da água no organismo aumente e inche. O inchaço é o que pode causar uma série de problemas médicos.

Quem Está Exposto ao Risco?
Atletas de atividades de resistência precisam dar uma atenção especial à hiponatremia, especialmente aqueles com pouca experiência, cujo ritmo é mais lento e acabam fazendo as provas em mais tempo. Provas mais longas causam um maior consumo de água e maior perda de sódio, aumentando os riscos da hiponatremia.

Como Evitar a Hiponatremia:
É importante destacar que beber água é muito importante, porém chega um ponto em que se pode estar causando mais prejuízo do que benefícios. Um teste simples é: continue com seus exercícios cotidianos e se pese antes e depois da atividade. Se você terminou o exercício com um peso maior do que começou, pode-se concluir que está consumindo mais água do que necessário e potencialmente se colocando em risco. Na Maratona de Boston de 2002, por exemplo, dentre os corredores que tiveram hiponatremia, 73% ganharam peso durante a maratona. Se começar a sentir alguns dos sinais e sintomas da hiponatremia, tente urinar para que a taxa de água no seu organismo volte ao normal. Nesse ponto, uma bebida rica em eletrólitos não irá ajudar, pois a quantidade de sódio nessas bebidas esportivas é relativamente baixa comparada ao volume líquido, então será contra-produtivo.

Conhecer os sinais, sintomas e os riscos associados à hiponatremia é o primeiro passo para a melhoria na segurança em maratonas.

 

Sete destinos para pedalar no Sul e Sudeste

Sete destinos para pedalar no Sul e Sudeste

Salve, salve!

Às vezes é preciso ir longe para realizar um pedal incrível. Outras vezes há locais fantásticos, bem perto da nossa cidade. Pensando nisso, selecionei sete lugares muito bons para pedalar nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Confira abaixo e bora pedalar!

Serra da Bocaina (SP)

Um passeio que une paisagens da região serrana com um pouco da história do Brasil. O roteiro de três dias tem 172 km e começa pelas cidades históricas do fundo do Vale do Paraíba. Silveiras, Areias, São José do Barreiro, Arapeí e Bananal, todas são cidades protagonistas do ciclo do café. Com vários pequenos morros, este trecho serve de aquecimento para a subida da serra da Bocaina. Lá no alto é possível desfrutar de belas paisagens e até, em um dia aberto, da vista do mar.

É um roteiro para ciclistas com algum condicionamento, principalmente pela parte da subida da serra. A melhor época do ano é o inverno, quando as temperaturas estão mais agradáveis e há menos chuva. A bicicleta ideal é uma hibrida, podendo ser percorrido também com uma mountain bike. É possível lanchar nas diversas cidades da parte baixa. Na parte alta, a dica é comer uma truta no restaurante Chez Bruna. De lá, é só descer a serra de volta, terminando o pedal em Bananal.
Serra da Mantiqueira (SP)

A Serra da Mantiqueira é um grande parque de diversões muito perto de São Paulo. Lá é possível pedalar, escalar, caminhar e voar de parapente ou asa delta. A região do Pico dos Marins, entre Piquete (SP), Itajubá (MG) e Marmelópolis (MG) oferece ótimas estradinhas para pedalar pelas montanhas curtindo o ar puro e o verde da paisagem.

A região pode ser pedalada por ciclistas com diversos níveis de condicionamento, basta não ter pressa. Para os mais preparados, a dica é subir até o morro do Careca, de onde se tem uma bela vista das cidades do Vale do Paraíba. A bicicleta ideal é uma mountain bike com muitas marchas. Como é uma área rural, é bom caprichar nos lanches e na água. Outra dica é levar em conta as subidas ao preparar seu trajeto diário. Elas podem fazer um passeio de 20 quilômetros cansar como um de 50 quilômetros em regiões planas.
Florianópolis (SC)

Praias, áreas rurais, bairros históricos, zonas gastronômicas, cachoeiras, lagoas e pontos turísticos. O que não falta é atrativo para quem quer pedalar em Floripa. Para quem prefere um passeio com praia e uma pitada de mountain bike, a dica é percorrer o Sertão do Ribeirão, no sul da ilha. Saindo da praia da Armação, o ciclista segue pelo asfalto rumo ao sul. Após a comunidade da Costa de Dentro, começa a sequência de subidas que leva a esta área rural encravada dentro de uma área de preservação natural. Lá o ciclista pode tomar banho de rio e até experimentar uma cachaça artesanal.

O roteiro vai até o mirante para a Serra do Tabuleiro, quando é o momento de retornar. A volta é feita pelo mesmo trajeto e o ciclista pode encerrar o passeio com um mergulho na praia do Matadeiro, ao lado da Armação. São 20 km, com 500 metros de subida acumulada.
Serra Catarinense (SC)

A cidade de Urubici é uma pequena maravilha da serra catarinense, muito pouco conhecida por quem não é do Estado. Saindo do centro da cidade, o ciclista tem acesso ao Morro da Antena, um dos pontos mais bonitos da região.

Mas é preciso atenção para dois pontos: o acesso à parte final da subida pertence ao Parque Nacional de São Joaquim e a autorização necessária e gratuita que deve ser solicitada na sede do parque, no centro da cidade; o morro é bastante longo e inclinado, devendo ser feito em um programa de dia inteiro. No total, são 30 quilômetros, com subida acumulada de 870 metros. Para mais informações, acesse o site da ICMBio, que mantém o parque.
Litoral Norte do RJ

Uma região com água límpida como no Caribe e que ainda tem poucos turistas fora de temporada. Este é o litoral norte do Rio de Janeiro, que inclui as cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios. Umas das praias mais bonitas e exclusivas da região são as Prainhas, no pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo. O acesso é feito por uma estrada de paralelepípedo. A bike mais recomendada é a mountain bike. O trajeto é curto, com pouco mais de 5 quilômetros, mas com bastante subida. Com tempo, pode ser feito até por ciclistas com baixo condicionamento. A melhor época é em março, quando o movimento turístico está menor e o calor forte ajuda a encarar a água fria da região.
Cânions na divisa SC/RS

Paisagens amplas e estradas com bastante cascalho. O cenário ideal para quem quer praticar um bom mountain bike. Com autorização prévia, é possível atravessar o Parque Nacional de Aparados da Serra pedalando, em um roteiro de 14 km. O trajeto começa na RS 020, passa pelos campos de altitude e chega ao cânion do Itaimbezinho, que mede 5,8 km e tem altura de 700 metros. O pedal termina na portaria do parque, onde os visitantes “normais” entram. Para mais informações, acesse o site da ICMBio, que mantém o parque.

Como se preparar?

Antes de embarcar nesse tipo de viagem, é importante se preparar fisicamente e estar bem equipado para escapar de possíveis problemas. Coloque na mala ferramenta múltipla, câmara de ar reserva, kit de remendo de pneus, dinheiro, protetor solar, água, lanche e celular com carga. É fundamental saber como usar as ferramentas, então, teste tudo antes para ver como funciona. Também é recomendável avisar uma pessoa de confiança sobre o trajeto que irá percorrer.

Levar minha bike ou alugar uma já no destino?

Levar a própria bicicleta tem vantagens e desvantagens. A parte boa é que ela já está toda ajustada e você não dependerá de ninguém. A parte ruim é que você terá de desmontá-la para levar no avião ou no ônibus e depois montá-la novamente quando chegar ao destino. Além disso, ela pode ser danificada no transporte. Desde março deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) liberou a cobrança das companhias aéreas pelo transporte da bicicleta, como toda a bagagem despachada, implicando em custos extras para o cliente, além dos riscos.

A maioria das companhias exige que a bike esteja embalada e isso pode ser feito de duas formas: usando uma mala-bike ou uma caixa de papelão. O primeiro é a melhor opção para quem viaja muito e precisa embalar e desembalar a bicicleta constantemente. Ele tem lugares definidos para as rodas, os pedais e o guidão, protegendo tudo muito bem. A surpresa é seu preço, que supera os R$ 2.000. A segunda opção é bem mais em conta. Basta ir a uma bicicletaria e pedir para embalarem a bicicleta com uma caixa de papelão das que são utilizadas no transporte das bicicletas novas. Custa de R$ 30 a R$ 50 e a bike sai protegida.

Já o aluguel da bike é muito mais prático. Você viaja só com a sua mala e não precisa se preocupar com mais nada. O lado ruim é que você não sabe qual será a qualidade da bike que vai usar e nem se ela vai ser adequada ao seu tamanho.

Vai mesmo?

Não se acanhe em pedir mais informações pelo contato@pedalnativo.com.br. E lembre-se de nos mandar fotos da sua aventura!

 

Dica: rolo de massagem muscular

Dica: rolo de massagem muscular

Salve, salve!

Como parte de meu treinamento para a travessia dos Pirineus, os pedais estão se intensificando bastante. Inicialmente em frequência, mas alguns também estão ficando mais longos e puxados. E com isso tem aparecido um desconforto nas pernas. Após as pedaladas mais puxadas o músculo tende a ficar tenso e até um pouco sensível. Conversando com a Suzana (educadora física) e a Natasha (fisioterapeuta), que estão me assistindo nos treinamentos, surgiu a ideia de usar um rolo de massagem miofascial.

O que é isso? Bom, eu também nunca tinha ouvido falar. Mas é uma coisa muito simples. Com ele é possível facilitar o relaxamento do músculo, reduzindo o desconforto e acelerando a sua recuperação. Estes efeitos são muito bem-vindos tanto para quem pedala em grupos noturnos e tem dificuldade e relaxar e dormir bem quanto para quem acumula pedais em dias seguidos, caso típico de nós cicloturistas.

Pesquisando um pouco, descobri que existem dois tipos básicos de rolo de massagem. Um maior, no qual você apoia o peso do corpo e faz movimentos de vai e vem, e um menor, que é bem parecido com um rolo de macarrão e é aplicado sentado. Eu acabei optando pelo segundo, pois acredito que a posição mais relaxada ajude no processo de desaceleração pós-pedal.

Comprei o meu em uma loja de equipamentos médicos aqui de Floripa, por R$ 70. Venho experimentando há mais de um mês, especialmente após os passeios mais puxados, e os resultados são muito bons. Tenho feito assim: após o pedal tomo um banho morno, deixando cair bastante água sobre as pernas. Na sequencia, faço massagem com a ajuda de um creme de relaxamento. Nada muito longo, em 5 minutos está concluído. E a perna fica nova!

Fiz até um videozinho mostrando como é simples.

 

Transpirineus 2018 – A travessia da Cordilheira dos Pirineus é o grande projeto do Pedal Nativo para maio do ano que vem. Desde janeiro, eu e a Letícia estamos nos preparando fisicamente para encarar o trajeto de mais de 1.000 quilômetros e 26 mil metros de subida acumulada. São nossos parceiros neste desafio a educadora física Suzana Ulbricht, a Uno Clínica Integrativa e o especialista em bike fit Regis Santos.

Sete dicas para ir de São Paulo ao litoral pedalando

Sete dicas para ir de São Paulo ao litoral pedalando

Salve, salve!

A pedido do pessoal da Adventure Sports Fair, preparei umas dicas para que os paulistanos realizem o sonho de ir pedalando para o litoral. Confira as minhas sugestões e fique a vontade para acrescentar, corrigir ou perguntar algo.

Cuidados

O ciclista precisa ser experiente e é importante deixar alguém avisado. “Não tenho conhecimento de operadoras que auxiliam a descida por esse trajeto. É possível ir sozinho, desde que o ciclista tenha experiência em longos trajetos sem apoio e junto aos carros”, comenta Almeida. Também é muito importante ter os equipamentos de segurança adequados, como capacete, roupas claras, luzes de sinalização com pilhas novas.

Bicicleta

O trajeto pode ser percorrido com todos os tipos de bicicleta. Porém, modelos de estrada, as chamadas speed, são os mais indicados para piso asfaltado e em boas condições, rendendo bem mais que mountain bikes.

Como chegar

A dica é ir de trem pela linha 11 da CPTM e descer na estação Mogi das Cruzes. De lá é só seguir as placas que indicam para Bertioga, acessando a SP-98. “Até o cruzamento com a Rio-Santos, já no litoral, são 47 km. Lá o ciclista pode escolher o sentido Norte (São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba ou Ubatuba) ou Sul (Bertioga, Guarujá, Santos ou São Vicente)”, explica Almeida.

Percurso

Para Fábio, o percurso é considerado moderado, já que, apesar do final ser na descida da serra, há diversas subidas no trecho de planalto. “Não chega a cansar os mais acostumados, mas pode surpreender os que pensam que ‘é só descida’. Também exige atenção o trecho de 4km antes do começo da descida, já dentro do Parque da Serra do Mar, onde não há acostamento. O ciclista deve se manter no lado direito da pista, sinalizando para os carros a sua posição”, acrescenta.

Para quem é indicado

O percurso é feito na estrada, próximo ao trânsito dos veículos, e por isso é indicado para ciclistas experientes. Além disso, o trajeto apresenta subidas que exigem um melhor preparo. “Eu fiz essa viagem há 2 anos e é muito gratificante chegar ao litoral por suas próprias pernas”, comenta Almeida.

Como escapar de possíveis perrengues

Assim como o carro, a bicicleta precisa ser revisada antes da viagem. Também é importante ter uma câmara de ar reserva, kit para remendar pneu, bomba de encher pneu e chave múltipla, dinheiro e celular.

O que levar

Alimentação e hidratação são muito importantes, já que há bastante esforço físico. “Leve pelo menos duas caramanholas com água gelada, lanche leve e protetor solar. No caminho há diversos pontos para comer e descansar na beira da estrada”, completa Almeida.

Vai lá

Na descida da serra vale dar uma parada para visualizar a Cachoeira do Elefante, em um mirante no km 86.

A volta para São Paulo normalmente é feita de ônibus. É possível comprar passagens de todas as cidades do litoral para a capital, basta ficar atento às exigências quanto ao transporte de bicicletas.

 

Este trajeto fez parte da minha cicloviagem pelo Litoral Norte de São Paulo.

10 dicas para viajar de bike com pouco dinheiro

10 dicas para viajar de bike com pouco dinheiro

Ricardo Martins Batista está em plena viagem pelo mundo com uma bicicleta de bambu (a Dulcinéia). Durante sua passagem por Zanzibar, na costa leste africana, ele escreveu dicas sobre como viajar com orçamento baixo. Confira abaixo um pouco do que tem funcionado com ele e aproveite para contribuir com a sua viagem.

10 DICAS PARA VIAJAR COM POUCO DINHEIRO:

Pois bem, vou deixar aqui alguns passos que podem ser úteis pra quem quem tem o mesmo problema que eu: muita vontade de viajar e pouco dinheiro no bolso. Rs É mais simples do que parece.

1 – Atitude

Há uma matriz de viagem que você deve ter em mente: quanto menos dinheiro, maior precisa ser a sua capacidade de adaptação, flexibilidade e improvisação. Isso de forma alguma quer dizer que você vai ter que passar fome ou pedir esmola, longe disso, apenas que você vai ter de utilizar outras formas para além do prosaico método da compra: fazer amigos, sorrir mais, ver no que vai dar.

Se você encarar os imprevistos como parte da viagem, provavelmente vai descobrir que as melhores experiências, aquelas que você vai lembrar pra vida toda, simplesmente costumam vir dos mesmos imprevistos de onde também saem as piores situações. Esteja preparado e desfrute os dois, é tudo parte do mesmo estilo de vida.

Viajar é mais do que se deslocar do ponto A ao ponto B. A atitude entre esses dois pontos é o que faz a diferença.

2 – Faça amigos e interaja com a população local

Imagine alguém de fora chegando na sua cidade: por mais que os guias de viagem e agências de turismo se esforcem, normalmente ninguém saberá melhor do que você como encontrar aqueles lugares que poucos conhecem, ou ter experiências melhores gastando pouco ou mesmo nada. Por que seria diferente quando é com você em outro lugar?

Não subestime o poder da conversa despretensiosa, olhe no olho, pergunte, sorria mais, e dessa base sai todo o restante. Os melhores lugares, o que evitar, pra onde ir, tudo sai dessa mesma base.

Você poderia ser anti-social e simplesmente pagar por tudo sem sequer olhar para as pessoas que te servem. Nesse caso, eliminando o dinheiro como forma principal de troca, as relações humanas são de vital importância.

Ok, dito isso, podemos ir a itens mais práticos.

3 – Comida.

Cozinhe, ou coma a comida local: você vai comer mais, melhor, mais fresco e pagando bem menos. Pergunte aos moradores locais onde eles comem, passeie pelo mercado local, converse. A comida local faz parte da cultura, então não faz sentido ir a outro lugar a buscar apenas o que você já tinha na sua cidade. Claro, nada impede de ocasionalmente buscar aquela pizza, um restaurante legal, não precisa ser radical.

Cozinhar também ajuda e MUITO. Opte por hospedagem em um local com cozinha, ou leve um fogareiro no seu acampamento, com o tempo você acostuma. Faça novos amigos e cozinhe com eles. Comer vai além da relação meramente comercial do restaurante, faça disso algo a mais.

4 – Água

Incrível como se gasta dinheiro com água engarrafada, ainda que seja possível e relativamente simples obter água potável de forma segura e quase grátis.

Pastilhas de cloro são encontradas em qualquer farmácia, ou mesmo água sanitária, dá uma olhada na quantidade indicada por litro pra fazer a mistura (costuma ser uma média de 3 gotas por litro). Note que a quantidade indicada muda de acordo com a fonte da água, se é da bica (já clorada), do poço ou do rio. A água fica segura e com custo praticamente zero, já que você pode simplesmente encher as suas garrafas nas casas por onde passa.

Água gelada faz falta? Não seja por isso! Dá pra fazer a sua própria garrafa térmica, usando apenas garrafa, fita adesiva, papel alumínio e jornal, funciona MUITO bem. Se você dormir num local onde há geladeira, deixe as garrafas congelando e seja feliz durante todo o dia seguinte (claro, lembre-se de não encher a garrafa por completo, afinal o gelo expande e pode estourá-la).

Esse tutorial ensina de forma bem simples como fazer a sua garrafa, e também mostra os testes de retenção térmica:
http://www.manualdomundo.com.br/…/garrafa-termica-caseira-…/

5 – Hospedagem

Acampe ou use aplicativos de hospedagem gratuita. Nas cidades menores, pedir para acampar no quintal é mais simples do que se imagina, e nas cidades grandes há normalmente os tais apps.

Pra acampar, existe uma abordagem mais amigável e eficiente. Ao perguntar SE você pode acampar no quinta da pessoa, dizer “não” pode ser constrangedor e ela pode sentir-se invadida com o pedido. Ao invés disso, pergunte ONDE você consegue achar um lugar para acampar. Dessa forma, fica implícito o pedido de acampar com a pessoa e ela aceita caso se sinta confortável. Caso ela não ofereça o espaço, certamente vai te indicar um local ou pessoa onde as suas chances são melhores. Pergunte o nome dessa pessoa.

Chegando no local seguinte, você já vai poder dizer “O senhor que é o Seu Zé? A Dona Maria ali da esquina disse que o senhor pode ajudar a saber onde posso acampar essa noite!”. A pessoa vai se sentir lisonjeada em ser uma referência de hospitalidade. Caso não funcione, essa pessoa vai te indicar outra pessoa ou lugar, e assim segue o baile, não costuma demorar. Sorria, olhe no olho, não use óculos escuros, vá para fazer amigos, esse conjunto tende a gerar uma maior hospitalidade que vai vai te garantir um lugar pra dormir.

Se for parar em cidades maiores, a hospitalidade com desconhecidos pode ser menor, mas em compensação há os apps de hospedagem gratuita. Basicamente, são redes sociais onde você se inscreve, hospeda (caso queira) e é hospedado, sempre gratuitamente, e assim se forma uma comunidade de ajuda mútua entre viajantes. Há o clássico Couchsurfing, além de grupos de facebook (como o “acampe no meu quintal), entre outros. Para ciclistas, há uma excelente opção, o app “Warmshowers”, que funciona de maneira semelhante ao couchsurging, porém é destinado apenas para ciclistas.

O legal pode ser justamente substituir as relações comerciais por amizade. Ao invés de gastar o dinheiro pagando hospedagem, você pode simplesmente ir ao mercado e comprar comida para que todos cozinhem juntos, ou traga bebidas. Será mais divertido, barato e te trará mais experiência e amigos.

6 – Diversão

Você não precisa ser um eremita para viajar gastando pouco. Se há uma coisa que não falha em qualquer lugar do mundo, em qualquer época, é que as pessoas dançam, fazem música e encontram maneiras baratas de se alcoolizarem.

Descubra as bebidas locais, caminhe pela cidade, pesquise se tem algum festival gratuito ou barato rolando, faça amigos locais. Divida uma garrafa de vinho com seus novos amigos, compre mais coisas no mercado, faça piqueniques, cada lugar tem as suas particularidades. Como descobrí-las? Converse, pergunte, isso também te ajuda a se integrar com o lugar.

7 – Transporte local

Acredite, sua perna não cai se você usar outros transportes além do taxi. Caminhe, alugue uma bicicleta, use transporte público, as opções são inumeráveis e variam de lugar para lugar.

Na grande maioria dos lugares no mundo, você não vai ser morto, assaltado, sequestrado ou estuprado ao fazer isso, ainda que a TV diga o contrário. Ainda nos locais mais perigosos, o que pode acontecer é que você não possa transitar por todos locais em todos os horários, mas isso é mais raro que parece. Sempre pergunte aos locais sobre isso, a mais de um.

O taxi pode ser considerado também, mas não como um modal absoluto. Saindo de uma festa de madrugada ou em emergência, porque não? Apenas lembre-se que essa é uma opção entre MUITAS outras, e que algumas vezes dividir o taxi entre um grupo pode ter o mesmo preço do ônibus.

8 – Transporte entre entre outras cidades, estados e países.

Você vai se surpreender com até onde você pode chegar e quanto economiza usando transporte urbano para locomoção intermunicipal, ainda que fazendo alguma baldeação. Use intermodais (conexão entre diferentes transportes públicos, tipo ônibus + trem). Entre Estados e países, as experiências podem ser incríveis usando ônibus ou trem, ou mesmo carona.

Claro, eu não poderia esquecer do meio que eu mesmo mais utilizo, a BICICLETA. De bike é possível se locomover de qualquer lugar para qualquer lugar NO MUNDO, literalmente, com umas pequenas conexões em caso de água. Enfim, isso é um ponto sobre o qual vale uma postagem separada.

9 – Telefone e internet

Usar o roaming do celular pode ser extremamente caro. Considere comprar um chip local para fazer as chamadas locais. Converse com as pessoas sobre o melhor chip para internet, você pode se surpreender com a economia que se faz com isso.

Dependendo do lugar, há aqueles estabelecimentos auge oferecem WiFi, mas disso vocês já devem saber e não pretendo me estender chovendo no molhado.

10 – Trabalho e outras formas de financiar a viagem

Esse é um tópico sobre o qual dedicarei um texto exclusivo, por isso aqui deixo apenas um resumo.

Trabalhe em troca de cama e comida (bares e hostels costumam oferecer essa opção), isso te dá autonomia para conhecer mais o lugar gastando quase nada, já que esse tipos de trabalho costumam ocupar poucas horas do dia e tendem a ser leves e até divertidos. Vale atentar para permissões e vistos para isso.

Você pode ver formas de exercer a sua profissão em outros lados do mundo, ou até mesmo aprender outras em que isso seja possível, isso pode ser rentável e prazeroso.

Se você produz conteúdo na viagem e/ou possui uma rede forte, é possível monetizar isso. Crowdfunding, financiamentos recorrentes, rifas e etc.

Como eu disse, cada um desses itens merece um tópico detalhado, deixarei isso para um outro texto.

Espero que gostem! Quem tiver mais dicas pra compartilhar, bota aqui e vamos construindo esse conteúdo juntos, que tal?

Abraços

– APOIE A VIAGEM: apoia.se/rodamundo

O inventário da tralha

O inventário da tralha

Salve, salve!

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A minha viagem para o Circuito das Araucárias foi preparada com uma boa antecedência. Foram meses pensando em roteiro e procurando e atualizando os equipamentos. Como resultado, levei o que considero uma bagagem que me permitiria viajar por mais tempo e levando a menor quantidade possível de peso. Isso, claro, dentro de minhas limitações orçamentárias.

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De volta do circuito, resolvi fazer um inventário de tudo que foi levado. Para ter tudo anotado e facilitar a composição das bagagens para as próximas. E é esta lista que compartilho abaixo com os colegas. A título de informação, foi tudo acondicionado em um par de alforges com 20l cada, um saco estanque de 40l e uma bolsa de guidão de 7l.

E quando vc viaja, qual é o tamanho da lista?

Bermuda de pedal
Calça de pedal
Três meias
Duas cuecas
Segunda pele verão
Segunda pele inverno
Calça moletom
Fleece
Capa de chuva
Calça impermeável
Polaina impermeável
Sapatilha
Chinelo

 

Shampoo
Gel de barba
Barbeador
Desodorante
Lâmina de barba
Repelente de insetos
Sabonete
Protetor solar
Toalha

 

Frango pronto
Carne seca pronta
Feijão pronto
Arroz integral
Macarrão integral
Manteiga
Café

 

Fogareiro
Panela com tampa
Garfo
Colher
Marmita
Canivete
Cafeteira
Caneca do Pedal Nativo
Esponja
Duas caramanholas

 

Chave múltipla
Chave de boca ajustável
Óleo de corrente
Kit de remendo
Câmara reserva
Bomba
Corrente e cadeado

 

Barraca
Saco de dormir
Isolante térmico
Travesseiro inflável

 

Maquina fotográfica
Celular
GPS
Farol
Lanterna traseira
Carregador de celular
Carregador de pilha
Kindle
Tripé
Caixa de som
Fone de ouvido

 

Relaxante muscular
Analgésico
Gaze
Esparadrapo
Água oxigenada
Atadura
Pomada para assadura
Antiácido

Caneca de Acampamento

Caneca de Acampamento

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“Uma longa viagem começa com um único passo”

Salve, salve!

Quase 30 anos de viagens, leituras e pesquisa sobre cicloturismo. Seis anos de blog. Esta experiência, e a vontade de seguir por este caminho por muitos anos mais, está no primeiro produto do Pedal Nativo.

A Caneca de Acampamento é leve e resistente. Fabricada em aço, recebe dupla camada de esmalte, que funciona como uma  barreira contra a proliferação de bactérias. Além disso, ajuda a manter por mais tempo a temperatura dos líquidos. Pode ir direto ao fogo e ser levada também na máquina de lavar louças. Com tamanho único de 370 ml, vem nas cores branca, preta e verde.

COMPRE A SUA EM LOJA.PEDALNATIVO.COM.BR!

 

Bicicleta confiável e econômica para cicloturismo

Bicicleta confiável e econômica para cicloturismo

Salve, salve!

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Post de utilidade pública! Você quer começar a viajar de bike e vai em uma bicicletaria conhecer os modelos disponíveis. Muito provavelmente vão te oferecer um modelo inadequado, seja pela falta de estrutura para fixar bagagem, seja pelo quadro com geometria excessivamente esportiva, seja pelo uso de componentes super avançados – e caros-, desnecessários para encarar muitos quilômetros carregando peso.

Outra opção é buscar modelos do exterior, onde a cultura ciclística é mais ampla, sem foco único no esporte. O problema aí é o preço com que estas bicicletas importadas chegam ao Brasil.

A solução, então, é buscar um terceiro caminho. Com a assessoria de um especialista, é possível ter uma bicicleta de qualidade, que cumpre todos os requisitos do cicloturismo,  por cerca de R$ 2 mil. Ok, ainda é um dinheiro considerável, mas uma pechincha perto do que se pede pelas  importadas e o resultado final é uma bicicleta que pode lhe acompanhar até em uma jornada de volta ao mundo.

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Ficou interessado? Tem um conhecido buscando uma bike para viajar?  Confira o post “Montando uma bike de cicloturismo com pouco dinheiro“,  do Waldson “Antigão”. Ele lista toda a especificação de uma boa bicicleta de viagem, dando o preço de cada item em lojas virtuais. Depois é só levar em um mecânico de confiança para a montagem e regulagem.

Vai montar?  Sugeriu a um amigo? Se tiver alguma dúvida adicional é só falar!

Papo: cicloturismo de aventura

Papo: cicloturismo de aventura

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Salve, salve!

Este é um post diferente, onde estarão reunidas as apresentações e informações que repassei no “Papo: cicloturismo de aventura”, que rolou na última quinta no Garupa, uma bicicletaria bacana aqui de Floripa. Foi um encontro legal, com pessoas interessadas em pedalar de forma autônoma para longe das cidades. Espero que tenhamos muitos outros mais!

Então, sem mais delongas, vamos aos arquivos.

Apresentações sobre a Acolhida na Colônia e o roteiro pelo Litoral, Serra e Vale Histórico.

Track da Acolhida na Colônia.

Track do Litoral, Serra e Vale Histórico.

Livros e guias de cicloturismo de aventura.

Informações para iniciar no cicloturismo.

Se precisar de mais alguma informação ou dica, é só comentar aí embaixo. Terei prazer em ajudar.

Great Divide Mountain Bike Route

Great Divide Mountain Bike Route

Mais de 4.000 quilômetros de extensão, com subida acumulada superior a sete vezes o Everest. Esta é a Great Divide, uma rota de mountain bike que corta os Estados Unidos de Norte a Sul, ligando o Canadá ao México. O percurso foi mapeado pela Adventure Cycling Association, que classifica esta como a maior rota off-road do mundo.

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No trajeto, a distância entre pontos de apoio chega a ser de 160 quilômetros, o que faz com que os viajantes sejam obrigados a levar material de camping. Segundo os organizadores, para percorrer os 4.418 quilômetros não é necessária técnica apurada de mountain bike. Apenas força, autossuficiência e capacidade de navegação.

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A soma das subidas chega a impressionantes 60.960 metros, o que faz com que o tempo para percorrer toda a rota varie entre seis e dez semanas, dependendo do condicionamento físico do ciclista. No caminho, além das belezas naturais das Montanhas Rochosas, o viajante pode se encontrar com leopardos, ursos e alces.

Se empolgou? Treine muita subida, guarde algum dinheiro para as passagens e compre o guia do roteiro. Ainda não? Então veja este vídeo: