Review: equipamentos de bikepacking

Review: equipamentos de bikepacking

Salve, salve!

Frame bag, seadle bag e handlebar bag. Os nomes em inglês deixam clara a origem norte-americana dos equipamentos que compõem um kit de bikepacking. Esta modalidade de viagem, com a bagagem “amarrada” à bicicleta, é bastante antiga, mas voltou à moda nos últimos anos após cair nas graças dos ciclistas aventureiros da California. A justificativa para o uso destas bolsas, que levam bem menos bagagem que um conjunto de alforges, é que elas preservam o prazer de pedalar em uma bicicleta mais leve. Assim é possível percorrer trilhas estreitas, ignorar pequenos buracos e até arriscar alguns pulos durante uma viagem.

Cicloturista na Austrália, há mais de 100 anos

A fama do bikepacking vem crescendo e hoje temos fabricantes nacionais produzindo bolsa de quadro, bolsa de selim e bolsa de guidão específicos para bikepacking (este termo está um pouco mais complicado para traduzir). A Aresta, aqui de Florianópolis, é a pioneira na fabricação destes equipamentos no Brasil e foi a empresa que escolhi para produzir o meu kit personalizado. Afinal, eu estava curioso para testar esta modalidade de viagem e ver se não era apenas uma modinha passageira. Para isso, encomendei uma bolsa de selim, que eles chamam de Marimbondo, uma frame bag e uma mochila, item que é abominado pela maioria dos cicloturistas mas que ajuda a aumentar a capacidade de carga no bikepacking. A bolsa de guidão eu desenvolvi em casa, a partir de uma peça que estava sem uso por aqui.

Confira no vídeo abaixo a explicação detalhada de cada componente do kit e as minhas impressões de uso após duas viagens.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=rGCu1hnTD9o?rel=0&w=560&h=315]

Javali Bikepacking

Javali Bikepacking

Salve, salve!

A nossa viagem para a Serra da Garganta rendeu um papo sobre bikepacking há duas semanas. Reunimos umas 15 pessoas na bicicletaria Garupa, aqui em Floripa, para contar como foi a viagem e trocar ideias sobre este tipo de cicloturismo. Papo vai, papo vem, resolvemos “oficializar” a criação de um grupo de pessoas a fim de pegar a bike e buscar contato mais intenso com a natureza. Na sessão de filosofia propiciada pela noite na Serra da Garganta discutimos bastante sobre os perigo de se meter na mata da serra catarinense. “Prefiro encontrar uma onça do que um javali”, afirmou, cauteloso, Luciano Trevisol, se referindo ao agressivo animal. E por que não enfrentar o medo?

Com vários malucos curtindo a ideia, criamos no Garupa um grupo no WhatsApp para conversarmos sobre bikepacking e, principalmente, combinarmos saídas. Tudo no esquema horizontal, sem hierarquia entre os participantes. Também não importa se vamos com as melhores bikes ou com aquela com 20 anos de uso, se com alforges ou com as bolsas de bikepacking: o importante é se jogar.

E já saiu também a primeira viagem pós papo. Fomos neste último fim de semana para uma bela montanha na região de Águas Mornas. Mais dois dias de bicicleta, acampamento selvagem e camaradagem.

 

Bikepacking é mesmo uma boa?

Bikepacking é mesmo uma boa?
Salve, salve!
Vinha bem empolgado com a moda de bikepacking que tomou conta dos EUA. A tentação de ter uma bike mais na mão, com a bagagem mais concentrada, é muito grande.
O negócio está tão forte que esta semana a Ortlieb entrou na moda e lançou sua linha de bikepacking. Só que olhando as peças me surgiu uma questão.
Sem Título-1
Para estes “pacotes” carregarem um volume razoável de carga eles ficam muito grandes e devem balançar bem em uma pedalada fora do asfalto. Em especial o que se prende no canote do selim. Acredito que até mais que um alforge como os da própria Ortlieb.
Então, qual é a vantagem mesmo?