Bicicleta brasileira de cicloturismo

Salve, salve!

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Mountain bike adaptada: a solução mais comum no Brasil

A escolha da bicicleta ideal para cicloturismo não é uma decisão simples. É preciso considerar fatores como o terreno a ser percorrido, o tipo de assistência mecânica que estará disponível, a quantidade de bagagem que será carregada, entre outros fatores. Isso sem falar na experiência pessoal e nas preferências do ciclista. Há várias possibilidades de solução, e nenhuma delas pode ser apontada como a melhor para todos. Uma opção é adaptar a super comum mountain bike para receber bagagem e percorrer longas distâncias. Outra é montar uma bike econômica, peça a peça. Pode-se, também,comprar uma touring bike americana ou européia, com furação para bagageiros dianteiros e traseiros e dínamos embutidos nos cubos de roda, como a Specialized AWOL. Há ainda uma nova opção que está surgindo no Brasil.

Dois fabricantes locais desenvolveram e já comercializam bicicletas específicas para cicloturismo. Em comum, ambas têm rodas 26″ e freios v-brake, defendidos pelos fabricantes pela facilidade de manutenção e substituição de componentes. Não são modelos baratos, ambos custam cerca de R$ 5 mil, mas que se tornam interessantes pelas suas fichas técnicas e desenvolvimento específico.

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Mountain Touring, da Mundo Cicloturismo

O primeiro modelo apresentado foi a Mountain Touring, desenvolvida pela Mundo Cicloturismo. A princípio, trata-se de mais uma bike de alumínio, com suspensão dianteira, 27 marchas, rodas 26″ e freios v-brake. Mas o fabricante chama a atenção para as particularidades de sua configuração. “Desde as peças importantes como quadro e relação, passando pelas peças “invisíveis”, como caixa de direção e movimento central, até os detalhes como manoplas e bar-ends. Também incluímos no projeto todos os acessórios que consideramos essenciais para o cicloturista, como paralamas, bagageiro e retrovisor. Todas peças de qualidade, marcas boas e testadas por nós”, afirma na descrição do modelo.

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Robustus, da Braunii

Já a Robustus, da Braunii, aposta em um material relativamente raro no mercado brasileiro atual: o aço cromo-molibidenio (ou cromoly). Muito comum nas mountain bikes das décadas de 1990, este material praticamente desapareceu do Brasil após a introdução dos quadros de alumínio. Seus defensores, no entanto, ressaltam sua melhor absorção de vibrações e a maior facilidade de realizar soldas, em comparação ao alumínio. “Os tubos do triângulo principal e do garfo tem espessura variável para ser forte onde precisa e ao mesmo tempo leve”. O fabricante destaca ainda o recuo da roda traseira em relação ao movimento central. “O chain stay longo fornece conforto para o ciclista e espaço para bagagem sem interferir na pedalada”, afirma a Braunii.

 

4 opiniões sobre “Bicicleta brasileira de cicloturismo

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  • maio 14, 2016 em 16:21
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    Boas informações Fábio !! Valeu !!
    Estou pretendendo fazer um roteiro nas dolomitas em 2017, tens alguma dica ??

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    • maio 15, 2016 em 08:15
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      Olá, Covinha! É uma bela região para pedalar. A Via Claudia Augusta, que fizemos em 2012, passa por lá. Recomendo, em especial, descer de Reschenpass para Bolzano. Mesmo ciclistas eventuais, como parentes e amigos, podem se divertir neste trecho. Podes ver outras dicas com o André Schetino, do site Até Aonde deu pra ir de Bicicleta. Ele está sempre pela Itália. Abs e bom pedal!

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  • maio 15, 2016 em 14:40
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    Muito bom. Sou fã dos freios V-brake para viagem. Os bagageiros de 2 níveis são importantíssimos para quem viaja com alforjes estanques e saco estanques atravessados.Troquei o meu a anos atrás, depois de sofrer um bocado tentando encontrar alguma coisa dentro do alforje.

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