Além da viagem: FES e a Transoceânica

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Fábio Eduardo da Silva, ou FES, como é conhecido, é o primeiro personagem da nova série do Pedal Nativo. Morador de Bauru, no interior paulista, o administrador, professor de Física e integrante do Clube de Cicloturismo do Brasil realizou em 2011 um grande sonho: pedalar pelos Andes. De quebra, conheceu a floresta amazônica, sua beleza e destruição. A o dia-a-dia da aventura ele contou em seu blog, “Vivendo pelo olhar da bicicleta“, mas aqui ele fala sobre o planejamento, os aprendizados e um pouco da filosofia de viajar de bicicleta. Confira.

Por Fábio Almeida, com fotos de Fábio Eduardo da Silva

DSCN0531Quais foram os critérios que você usou para definir este roteiro? O que mais te atraiu?
Desde pequeno sempre quis conhecer os Andes. Ficava impressionado com as imagens que via, achava aquilo muito distante de mim, pois durante muito tempo o lugar mais distante que tinha viajado era de Bauru até o litoral paulista, e isso de carro. O tempo foi passando, mas a ideia de conhecer pessoalmente os Andes nunca sumiu. Comecei a viajar de bicicleta ainda adolescente, então um dia pensei: “Vou para os Andes de bicicleta”. Um devaneio, pensei, mas ali nascia parte do sonho. Em 2006 um grande amigo com quem já tinha viajado duas vezes de bicicleta me mostrou um exemplar da antiga e ótima revista “Os Caminhos da Terra”, era a edição de aniversário e na capa a chamada: “Transoceânica: Do Acre ao Pacífico”… Li a reportagem e vi as fotos inúmeras vezes, aí meu amigo provocou: “Vamos pedalar lá?”. Disse: “Vamos sim!!!”. Ali o sonho de menino cresceu e ganhou corpo, amadureceu. Ainda teria a oportunidade de conhecer um pouco da Amazônia, região que também sempre quis conhecer. De 2006 até 2010 eu tentei ir para lá, já tinha estudado o caminho, sabia muito bem o que queria. Mas nunca deu certo, cada ano acontecia algo complicado na vida e o sonho foi ficando engavetado. Existe uma janela nas estações do ano em que é melhor ir para lá, sempre nos meses do final do inverno, e, por incrível que pareça, sempre acontecia algo na vida antes disso… Mas em 2011 decidi que iria de qualquer maneira. Já era hora de tirar o sonho da gaveta e tentar realizá-lo! Comecei a me organizar. Sei que minha viagem começou muito tempo antes, foi quando tive a ideia e o sonho nasceu, mas em 2011 estava decidido a realizar a viagem realmente. Além de conhecer a Amazônia, conhecer e subir os Andes de bicicleta eu ainda teria a oportunidade de ir até Machu Picchu, poderia conhecer bem o Peru, suas pessoas, sua cultura, estar mais perto de outras realidades. Passaria por muitos locais ainda não explorados pelo turismo de massa, poderia viver algo muito engrandecedor pra mim. Tudo isso me motivou e me atraiu.

Você fez alguma preparação física ou alimentar para a viagem?
Nunca fui de academia ou de treinamentos. Sempre gostei de pedalar e correr. Nunca fui sedentário. Mas para esta viagem eu sabia que precisaria de um preparo melhor devido ao clima, altitude e grande bagagem que levaria. Resolvi eu mesmo me organizar com isso, então comecei a correr de leve, pedalar mais e mais, praticar alongamentos e tentar reeducar a respiração. Não fui muito disciplinado, mas consegui melhorar um pouco a forma física. Sentia-me preparado neste sentido. Já com a alimentação, não tive nenhum cuidado especial, continuei no mesmo esquema que sempre fiz. Só venho, faz é tempo, tentando melhorar minha alimentação, no sentido de comer melhor, coisas mais saudáveis.

Em seu relato, você cita bons exemplos do Acre. O que mais te surpreendeu por lá?
Sim! O Acre me surpreendeu demais. Gostei muito do povo de lá. São muito patriotas, gostam e têm orgulho de serem brasileiros. Talvez por terem tido que conquistar a terra onde vivem. São pessoas muito boas, olham no seu olho para falar, e fui muito bem tratado onde quer que estive. Além disso, o poder público do Acre me surpreendeu, pois estão pensando em cidades para as pessoas. Claro que seguem o modelo rodoviarista enraizado na mente brasileira, mas também contemplam outras formas de locomoção e de organizar as cidades.

Como foi pedalar no calor amazônico?
O calor amazônico é algo bem complicado. Bauru é uma cidade quente e estou acostumado a pedalar no calor daqui. Também já estive em Cuiabá e no Pantanal Norte viajando de bicicleta. Lá o calor é intenso também. Mas no Acre, principalmente, tive grandes dificuldades. A temperatura e a sensação de calor eram muito grandes. Tinha que acordar bem cedo e sair pedalando ainda no escurinho. Até umas 10h,10h30 conseguia pedalar, depois disso era bem complicado. Neste horário a temperatura já chegava aos 45ºC, 50ºC facilmente. Então eu parava em alguma boa sombra e ficava lá até umas 15h,16h, quando voltava a pedalar. Num dia que pedalei além deste horário da manhã acabei ficando com a pele queimada por baixo da roupa que usava (sempre uso roupas longas para pedalar, calça e camisa). Depois disso, nunca mais abusei. Além de tudo, ainda tinha que lidar com a água, pois se passa por longos trechos sem ter onde se abastecer. Com isso eu levava uns 7, 8 litros de água comigo e tinha que tomar ela quente mesmo. Acabei acostumando. Por dia em chegava a tomar mais de 10 litros de água e ainda assim, durante a noite, sentia uma sede que não tinha fim. Assustei, mas não fiquei desidratado. É preciso cuidar bem destes quesitos numa viagem pra lá.

DSCN0572E a experiência com a tão famosa floresta, foi a esperada?
Foi e não foi. Eu já sabia que veria bons pedaços desmatados, mas não achei que seria tanto. Pela imagem do satélite da região já é possível perceber, agora vendo isso lá pessoalmente é outra história. Mas também tive a oportunidade de conhecer um pouco do interior da floresta numa comunidade de seringueiros. Lá, fiquei encantado com a floresta. Vi toda a grandeza e especialidade da mata. Mas não só, pude entender também a fragilidade do ecossistema e a importância de deixa-la “mais em pé”. Pude até sentir a diferença de temperatura em regiões devastadas de regiões com a floresta mais preservada. A floresta regula o clima e não deixa o calor ser tão forte. E depois ainda dizem por aí que cortar árvore não aquece o planeta…

Sobre o Peru, o que há de igual, no aspecto cultural, com o Brasil?
Acredito que quase nada. Eles são basicamente descendentes de indígenas, trazem além dos traços físicos a cultura forte deste povo. Aqui nós muitas vezes esquecemos e até negamos esta ascendência. Eles possuem a cultura muito forte, festejam muito. Talvez nisso se pareçam com os brasileiros, mas festejam principalmente a cultura e raízes que possuem, de maneira muito tradicional e bonita. Sempre me encantava com as festas nas cidades, com os trajes típicos, com a conservação da língua Quechua. Eles gostam muito do Brasil e até se contaminam um pouco com nossa cultura no sentido em que querem ser como os brasileiros. Pensam no Brasil como o país mais desenvolvido na América Latina. Infelizmente não sabem bem ainda como as coisas realmente são no Brasil. Sempre que falava que era brasileiro a frase mais falada era: “Brasil! El más grande del mundo”. Em espanhol “más grande” significa maior em tamanho, mas eles aumentam ainda mais este sentido, além de acharem que é o maior país em território do mundo, ainda pensam que o Brasil é um país altamente desenvolvido. Infelizmente a situação que vivem é muito pior. E claro, como todos os latinos, mesmo com todas as dificuldades ainda possuem o sorriso no rosto e otimismo vivo.

E o que há de diferente?
É como falei na questão anterior. O amor à cultura e raízes que possuem. Penso que isso seja o fator mais marcante de diferença. Têm orgulho de serem peruanos como são. Além disso, na questão política e de desenvolvimento, estão em situação bem mais complicada que nosso país. Foi bem triste descobrir que ainda é um país explorado por outros mais fortes.

Como foi pedalar na altitude e no frio? Enfrentou até neve, não?
Pedalar na altitude foi bem complicado e desafiador. Aqui no Brasil não chegamos às grandes altitudes dos Andes, então não sabemos bem como reagiremos, além do que a maior parte de nós vive em baixas altitudes. Procurei ir me aclimatando, ou seja, ir subindo devagar e ficando um tempo parado em alguns vilarejos para o corpo se acostumar gradativamente. Mas acima dos 3.500 metros a coisa complica bastante O ar se torna muito mais rarefeito. Usei a receita de mascar as folhas de coca também. Sem isso, não sei como seria. Inclusive, todos os peruanos que vivem nas grandes altitudes mascam coca, além de tomarem o chá de coca também. E aqui não vamos confundir com a droga cocaína, são coisas bem diferentes. Mas quando atravessei o maior passo de montanha a 4725 metros de altitude senti todos os sintomas do mal da altitude. Fiquei com forte dor de cabeça, ânsia, desorientado, respirando com grande dificuldade e com o raciocínio mais lento. Mas mantive a calma e fui indo bem devagar. Consegui chegar e ficar um tempo apreciando a paisagem única das grandes altitudes. Depois desci. Mas depois de uma semana pedalando acima dos 3.000 metros fiquei bem aclimatado e já não sentia o mal de altitude.

Já o frio foi mais tranquilo. Quando se está com bons equipamentos, o frio não é um grande problema. Basta sempre se manter quente e seco. Mas é preciso ter muita atenção, pois qualquer vacilo com o controle da temperatura as coisas podem se complicar, ainda mais quando se está viajando sozinho e acampando. Cheguei a pegar uma pequena nevasca nas grandes altitudes. No começo nem sabia o que era, mas quando entendi fiquei muito emocionado. Difícil de descrever, mas muito gratificante.

Reparei que, ao contrário de outros viajantes, você não detalha diariamente coisas como distância percorrida, tempo de estrada, dinheiro gasto ou pneus furados. Por quê?
Se me permite a sinceridade, particularmente não considero estas informações tão importantes, pois são coisas intrínsecas do viajar de bicicleta. Só relataria caso algo saísse da “rotina”, como quando comentei sobre ter pedalado mais de 140 km num dia para sair da região dos garimpos no Peru. Viajar de bicicleta pra mim significa estar em contato direto com o ambiente, com as pessoas, com as paisagens, com a natureza. Nossa janela é o todo ao nosso redor, e podemos exercitar todos os nossos sentidos. Realmente vivemos cada espaço percorrido, cada contato humano, cada reflexão pessoal, cada grau de temperatura ou metro de altitude, cada visão espetacular, cada lágrima, cada sentimento mais a flor da pele. Em meu pequeno ponto de vista isso se mostra muito mais importante de tentar ser relatado do que números que pouco servem para este mundo de vivências intensas de quem se permite viver. Claro que tenho estes números, afinal preciso controlar algumas coisas, como as finanças ou mesmo quanto ainda falta de distância até algum ponto que queria chegar, mas, em geral, não dou prioridade para estas informações.

Usa GPS? Por quê?
Esta foi a primeira viagem em que levei um GPS, mas foi só para marcar o caminho. Para viajar e descobrir locais, direção, estradas, eu sempre vou perguntando para os moradores e pessoas locais. Também estudo um pouco do caminho antes e sei as principais distâncias com base em mapas impressos e nas imagens de satélite por computador. Mas não levo computador, pesquiso antes de viajar. Levar o GPS nestaviagem foi interessante, mas é mais um equipamento para se preocupar, ter que carregar pilhas ou baterias, ter cuidado no manuseio e armazenamento das informações. Dá certo trabalho a mais e ainda não sei dizer se é realmente tão importante ou mesmo útil.

DSCN0862Sentiu solidão? Manteve contato com família ou amigos?
Não senti solidão. Por mais que estivesse viajando sozinho eu sempre estava perto de pessoas quando parava num vilarejo, propriedade rural ou cidade. Sempre viajo buscando mais contato humano com quem vive por onde passo. Mas teve momentos em que senti falta de ter alguém conhecido, ou mais próximo, por perto. Por exemplo, quando se chega a um lugar incrível, ou mesmo quando se passa por alguma grande dificuldade. Mas lido bem com isso. Não tenho problemas em viajar sozinho.
Mantive contato com minha família, não diariamente, mas quando era possível. Sempre quando ia passar por locais de difícil comunicação eu avisa minha família que ficaria “x” dias sem me comunicar. Só levei o telefone celular para funcionar como despertador, só ligava de telefones públicos. Já com os amigos não mantive muito contato. Apenas alguns e-mails. Também escrevi alguns relatos do Blog durante a viagem, mas isso se mostrou ser bem complicado, pois não levei um computador, fazia isso em casas de internet pelo caminho. Investia muito tempo nisso e da metade da viagem pra frente deixei de fazer. Preferi conhecer e viver mais onde estava.

Há algum projeto de viagem em preparação? Qual?
Sim! Tenho alguns projetos em mente, sim. Sempre que volto de uma viagem já estou pensando em outra. Quero conhecer a América Latina de bicicleta, nem que isso leve muito tempo e investimento meu. Então penso em viajar por outros países. Talvez subir o continente a partir de Cusco, no Peru (local mais ao norte que cheguei), ou então seguir sentido sul a partir de La Paz, na Bolívia. Nada está definido ainda, mas penso em seguir viajando por nossa linda e rica América Latina.

19 opiniões sobre “Além da viagem: FES e a Transoceânica

  • fevereiro 21, 2013 em 22:40
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    Hiper show de roda! Adorei a entrevista! Um dia quero fazer uma grande cicloviagem, como o FES.

  • fevereiro 22, 2013 em 12:22
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    Fantástica entrevista! Que viagem incrível! Fiquei babando…

    • março 4, 2013 em 09:35
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      Valeu, Erika!

  • fevereiro 22, 2013 em 12:23
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    Parabéns aos Fábios pela bela entrevista! Adorei reler sobre a viagem do FES. Sempre com alguma coisa pra dizer e que vale a pena ser ouvida! Forte abraço!

  • fevereiro 23, 2013 em 17:50
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    Esta entrevista conseguiu adicionar mais informacoes ao blog, o foco foi bem pessoal e engandece mais ainda a viagem e nosso amigo FES! Parabens aos dois!

    • março 4, 2013 em 09:34
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      Obrigado, Rosimar. Seja sempre sempre bem-vinda.

    • maio 21, 2013 em 14:24
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      Oi Rosimar!!! Muito obrigado pela consideração. Apareça… Beijo e se cuide.

  • fevereiro 24, 2013 em 00:24
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    Conheço o FES pessoalmente, um cara super gente fina.

    • maio 21, 2013 em 14:25
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      Valeu Willian!!! Estar em nosso ser sermos boas pessoas… Abração!

  • fevereiro 24, 2013 em 14:12
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    Sempre disse que é um privilégio ser amigo do Fábio. Sua amizade, suas experiências, suas fotografias, seus exemplos… tudo nele é muito valioso. Excelente ser humano!!!

    Insisto que é quase que uma obrigação publicar um livro para compartilhar sua vida!

    • maio 21, 2013 em 14:27
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      Oi Fran!!! Poxa! Nem sei se sou merecedor disso que fala, mas comprometo-me a me esforçar para, ao menos, merecer. Obrigado!
      Já um livro… Bem, preciso acumular muito mais vivências e experiências. Quem sabe um dia…
      Beijo e se cuide.

  • fevereiro 25, 2013 em 20:52
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    Oi Fabio, que lindo! Parabéns pelo sonho realizado, Fabio. Em 2014 sera minha vez, vou sair de Ilhabela e quero chegar a Nova York de bike, junto com 2 crianças: Bia, de 12 anos, e Rick, com 10 anos. Estou me preparando, em dezembro de 2012 fiz Rio de Janeiro a Ilhabela. Foram os 5 dias mais gostosos da minha vida. Torce por mim, amigão!

    • maio 21, 2013 em 14:29
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      Olá Edneia! Como está? Muito obrigado por tudo! Acompanhei suas postagens pelo Facebook… Claro que irei torcer a mandar sempre boas vibrações pra você, sua família e pra sua viagem! Que ela seja muito engrandecedora e humanizadora como deve ser.
      Grade abraço.

  • fevereiro 27, 2013 em 08:53
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    Parabéns Fabio por esta empreitada, O homem se torna melhor quando sonha e consegue realizar
    este, tornando-se melhor.

    Um abraço!
    Henrique – ACBC

    • maio 21, 2013 em 14:30
      Permalink

      Valeu Henrique!!!
      Devemos mesmo buscar sempre nossos sonhos verdadeiros. Desta forma a vida tem muito mais sentido.
      Grande abraço e boas pedaladas sempre.

  • maio 20, 2013 em 13:45
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    ola fabio !!! gotei muito de ler sobre sua aventura pela trans oceanica acho quase uma loucura
    mas entendo porque tambem ja fiz algumas locuras de bicicleta na minha juventude moro em dois- irmãos municipio localizado na grande porto alegre ; tenho planos de realizar esta viagem tambem, porem de carro quero sair daqui por sc-pr-ms-mt-ro -acre-depois entrar no peru e visitar os principais pontos turisticos depois visitar a bolivia que tamben não conheço depois disto descer pelo norte da argentina indo ate corrientes e voltando por uruguaiana ate minha casa; tenho 57 anos estou aposentado e tenho todo o tempo para fazer esta viagem.ja fiz varias viagems pela argentina uruguai e chile a ultima foi em 2011 fiquei 27 dias na estrada entrei na argentina por uruguaiana fui asanta fe -senta rosa-neuquem-depois entrei no chile por passo pinho achado fui a temuco pucom valdivia osorno porto mont vulcçao osorno-voltei para a argentina por bariloche e esquel entrando novamente no chile para percorrer a carretera austral fui ate o final da carretera conhecendo lugares fantasticos depois voltei para a argentina e fui ate el calafate local maravilhosodepois voltei para casa fiz 11000 kms gostaria de algumas dicas tuas de como é para cruzar a amazonia peruana quais os perigos se e possivel acampar como esta a estrada se é toda asfaltada cruzar acordilheira não é problema pois ja cruzei ela em varias vezes a mais alta foi o passo hama entre chile e argentina bem no norte que tambem atinge 4800mts de altitude tambem gostaria de saber quais são as maiores dificuldadespara atravessar esta rodovia
    obrigado se posivel me responda

    • maio 21, 2013 em 14:21
      Permalink

      Olá Iedo.
      Muito obrigado pelas palavras! E obrigado também por contar um pouco de suas viagens por nossa linda e rica América.
      Pelo que conta tem muita experiência e com certeza irá passar pela Transoceânica sem muitos problemas. Ela está toda asfaltada. Quando estive lá em 2011 já estavam construindo os pedágios (04 até Cusco), então acredito que já estejam em funcionamento. Como vai de carro tem que se atentar nisso. A ponte Intercontinental em Puerto Maldonado (Peru) também já deve estra pronta, com isso deixará de ter a aventura de cruzar de balsa pequena… rs Existem trechos sem muita estrutura e apoio, porém de carro não terá problemas. Sempre poderá rodar distâncias maiores. Acredito também que as coisas devam estar mais desenvolvidas por lá atualmente. Em minha opinião bem pessoal acho ruim isso, pois tira muito da aventura e magia da estrada, mas faz parte. Se puder te recomendar lugares que deve passar e ficar um pouco mais, arrisco dizer: Puerto Maldonado, Marcapata e Ocongate. São cidades/vilarejos muito ricos em cultura e contato com os peruanos. O passo de montanha deve ser tranquilo de carro. Só fica mesmo o ar rarefeito, mas tomar o chá de coca e as coisas ficam mais amenas. Vale seguir mais devagar, mesmo estando de carro, pois existem lugares incríveis de se admirar em todo trajeto. Já acampamento na Amazônia Peruana… Bem, não encontrei lugares que favorecessem isso, ainda mais por estar de carro. Mas pode tentar. A região entre Puerto Maldonado e Santa Rosa é bem complicada devido aso diversos garimpos, então evite acampar por lá.
      Bem, espero ter ajudado… Qualquer duvida entre contato por e-mail: fabio_fes@yahoo.com.br
      Grande abraço e ótimas viagens.
      Fábio (FES)

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