Bike fit da Lê

Salve, salve!

Com o retorno gradual da Lê às pedaladas, nós percebemos que seria realmente complicado de usarmos a Trek dela em nossa viagem para os Pirineus. Seja para levar bagagem com alforges (não tem qualquer furação para bagageiro), seja para bikepacking, já que a parte central do quadro é muito, muito pequena. Acabamos então optando pela GoNew que estávamos usando com nossos clientes. Apesar do conjunto de freio e suspensão ligeiramente inferior, ela tem furação para bagageiro e um quadro com maior espaço central. De quebra, ainda é um pouco mais leve que a Trek.

Problema resolvido? Nem tanto. Faltava à Lê fazer o ajuste da bicicleta para que pudesse passar muitas horas pedalando com eficiência e sem maiores dores. E é este o assunto principal deste post. Para fazer o serviço, acionamos o fisioterapeuta Regis Santos, amigo de longa data que agora está se especializando em Bike Fit. Fomos então ao estúdio do Regis, que fica na Cicle Bike Shop, nos Ingleses, em Floripa. Foram duas visitas, com muitas medidas, troca de informações e, claro, ajustes na bicicleta. A Lê saiu de lá com tudo certo, e o compromisso de enviar suas impressões de volta, para ajustes finais.

E, atendendo ao meu pedido, o Regis escreveu um texto onde fala da importância do bike fit para todos os ciclistas, sejam eles atletas, cicloturistas ou ciclistas urbanos. Vale a leitura!

“É muito fácil observar nas ruas o aumento do número de ciclistas. A”bike” atualmente têm sido utilizada como meio de transporte para evitar o trânsito urbano, para momentos de lazer aos finais de semana e até mesmo para longas viagens. Há quem utilize a bicicleta como forma de cumprir suas metas de atividade física e há outros que são atletas profissionais que vivem do ciclismo. O fato é que nunca se pedalou tanto como nos dias atuais.

As bicicletas de hoje em dia diferem em modelos, materiais e tecnologias utilizadas, mas o que não difere do meio de transporte inventado há quase 150 anos é a maneira que nos posicionamos nela ou seja, sentado no selim, duas mãos no guidão e os dois pés nos pedais.

Muitos pesquisadores, fabricantes e até mesmo equipes de ciclismo de alto rendimento têm estudado não somente a fisiologia do ciclismo, mas também a ergonomia do ciclista na bike, o famoso “Bike Fit”. Essas pesquisas ergonômicas mostram como prevenir lesões, melhorar a eficiência aerodinâmica e a melhor transferência de energia para a bike.

O bike fit consiste em ajustar a bicicleta de acordo com as medidas e proporções do ciclista que vai utilizá-la. Muitos ainda não escolheram a bicicleta e podem consultar um “bike fitter” para orientar qual o tamanho de quadro recomendado, por exemplo.

A maioria dos fisioterapeutas e médicos que atuam na área esportiva sabem que o ciclista pode desenvolver dezenas de lesões se não estiver bem ajustado ergonomicamente na bicicleta. O exemplo mais comum é o selim, que demasiadamente baixo poderá gerar sobrecarga nos joelhos. Outras pessoas podem buscar o bike fit para melhorar sua eficiência aerodinâmica e/ou performance esportiva.

Cada ciclista deverá ter em mente qual seu objetivo quando for buscar essa consulta, que pode em muitos casos durar até 3 horas.

É comum todo o conjunto da bike estar em desacordo com as proporções do ciclista. O tamanho do quadro, a inclinação do selim, a altura e distância do guidão e também a posição dos pés nos pedais, principalmente se o ciclista utiliza sapatilhas com encaixe no pedal, devem ser sempre verificados pelo profissional.

O bike fitter capacitado realizará primeiramente uma avaliação física, postural e antropométrica do ciclista antes de realizar qualquer ajuste na bike. É muito importante nesse primeiro momento diferenciar e entender o que é uma lesão ou dor causada pela prática do ciclismo de outra causada por má postura ou sobrecarga laboral por exemplo.

A avaliação antropométrica mostra que somos diferentes em proporções; mesmo em duas pessoas de mesma estatura. O comprimento de braços, tronco e pernas varia muito de uma pessoa para outra.

Após colher esses números há diversas fórmulas e cálculos que ajudam o profissional á descobrir o tamanho ideal de quadro, mesa, guidão e altura de selim da bike mesmo antes de observar o ciclista sobre ela.

Com o ciclista já sobre a bike simulando uma pedalada (no rolo de treinamento) é possível conferir se esses dados e cálculos teóricos estão de acordo com a prática.

O bike fit convencional utiliza réguas, inclinômetros, goniometros, balança, prumo, laser e até recursos tecnológicos como câmeras e aplicativos modernos para ver a interação do ciclista com a bike.

Como dito anteriormente, existem diversos estudos mostrando os melhores ângulos e proporções para que o ciclista não desenvolva lesões e tenha eficiência na sua pedalada. Já se sabe que não se deve recomendar uma bike para comprar utilizando somente a estatura do sujeito como referência.

Muitas pessoas que já realizaram o Bike Fit mostraram resultados satisfatórios no controle/prevenção de lesões, no conforto, na aerodinâmica e eficiência na pedalada.”

Regis Santos

Curtiu? Tem alguma questão? Fale com o Regis que ele terá prazer em ajudar! Celular: (48) 99919-1368.

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